Eurico Miranda. (Foto:Site Vasco)
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Eurico Miranda, presidente do Vasco, convocou entrevista coletiva às pressas nesta quinta (16), em São Januário.

O motivo foi a decisão da juíza Maria Cecília Pinto Gonçalves, da 52ª Vara Cívil do Rio de Janeiro, que desconsiderou a urna 7 da recente eleição do clube. O parecer acabou revertendo o resultado e deu a vitória, ainda que momentaneamente, ao candidato de oposição Julio Brant.

"Que fique claro que o Vasco vai recorrer e eu não tenho nenhuma dúvida que essa decisão vai ser modificada diante de tudo que foi feito", declarou Eurico.

O mandatário vascaíno se disse surpreendido com o despacho da juíza nesta quinta, alegando não ter sido notificado e ter tomado conhecimento via imprensa. O dirigente também duvidou da minuciosidade da magistrada, garantindo ter cumprido todas as exigências de documentos.

"Foi tudo entregue. São mais de 2 mil documentos. Queria saber em que curto espaço de tempo ocorreu isso. Trabalhar no feriado [de Proclamação da República, na quarta, 15], eu não acredito. Quem foi examinar a documentação? Sequer foi examinada. Podia chegar a conclusão de questionar um, dois, seis, dez. Agora, dizer que o Vasco não comprovou? O que o Vasco mais fez foi comprovar", disse Eurico.

Diretor-jurídico do Vasco, Leonardo Rodrigues também lamentou o vazamento da decisão e informou que o clube tomará providências judiciais.

"Mais uma vez lamentamos saber de uma decisão judicial pela imprensa quando o processo corre em segredo de justiça. Está sendo explorado politicamente de forma indevida para se criar um contexto de instabilidade. Formulamos um pedido de instauração de inquérito para ser analisado esse vazamento. Chegam na imprensa de forma instantânea", disse o diretor.

O advogado enxerga uma indução ao erro no caso e se mostra confiante em inverter a decisão: "Acho que a ilustre magistrada foi induzida ao erro, e acho que quando o Vasco explicar será outra decisão. O processo precisa ser conduzido sem atropelo. Não fomos intimados ainda. Entramos com 2 mil documentos, não me parece que haja tempo hábil para deliberar sobre isso. Me parece que a decisão tem um caráter abrupto, sem o Vasco ser previamente ouvido, só houve a versão dos autores. Nos preocupa e será abordado no recurso que quem diz que há fraude está usando de fraude no processo".

ENTENDA O CASO

Antes do pleito, a Justiça havia determinado que 691 sócios vascaínos deveriam votar em uma urna separada, a de número 7. Todos eles estavam sob suspeita de irregularidade por terem se associado ao clube nos últimos dois meses de 2015, período no qual foi registrado um número de adesões acima da média.

Na urna 7, foram contabilizados 475 votos, com larga vantagem para Eurico -428 para o atual mandatário, 42 para Brant e quatro para Fernando Horta. Caberia ao Vasco provar posteriormente que a adesão dos sócios, com demonstrativos de pagamento.

Com o recente parecer da juíza, Brant passou a somar 1.933 votos, contra 1.683 de Eurico.

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