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Lionel Messi, astro do Barcelona e cinco vezes eleito melhor jogador do mundo, é mais um citado no escândalo de corrupção da Fifa. Em seu terceiro dia de depoimento, Alejandro Burzaco, o empresário argentino que controlava a Torneos y Competencias, disse ter pago US$ 200 mil ao atleta por sua participação por amistosos.

Não ficou claro se o valor era um cachê. Os jogadores convocados geralmente não recebem dinheiro pelas participações em jogos das seleções.
Burzaco é uma das principais testemunhas da acusação no caso que investiga como dirigentes do futebol teriam recebido até R$ 500 milhões em propina nas últimas duas décadas. O delator estava sendo interrogado pelo advogado John Pappalardo, que representa o réu paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e da federação de futebol de seu país.

Pappalardo perguntou à testemunha sobre os vários pagamentos que realizou, sem especificar se esse, no caso, era propina ou não. Burzaco disse que pagou Messi e outros jogadores da seleção de futebol da Argentina, sem dizer os nomes dos demais.

Mesmo diante da corte no Brooklyn, Burzaco não disfarçou rivalidades no futebol latino-americano nem suas preferências por clubes.

Quando questionado sobre o que era River Plate, disse que era o melhor time que existe. Em resposta a outra pergunta do advogado que queria saber se o Brasil era a maior potência do futebol na região, Burzaco respondeu que os maiores eram "Argentina e Brasil". Nesta ordem.

O pai de Lionel, Jorge Messi, disse que o jogador não pretende comentar o assunto, por enquanto.

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