Time comandado por Renato Gaúcho chega a mais uma final de Libertadores (Fotos Públicas)
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O Grêmio perdeu por 1 a 0 para o Barcelona-EQU nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre, mas confirmou presença na final da Copa Libertadores 2017. A vaga foi garantida pelo placar agregado: 3 a 1 no somatório dos dois jogos. Na decisão, o time gaúcho enfrenta o Lanús-ARG, que eliminou o River Plate.

O gol de Jonatan Álvez, no primeiro tempo, chegou a botar tensão na partida, mas foi muito pouco para tirar a vaga das mãos do time de Renato Gaúcho.

A ausência de Lucas Barrios, vetado por desconforto muscular, contribuiu para o jogo inferior do Grêmio. Mas o rendimento do time como um todo foi bem mais modesto. O Barcelona, por sua vez, mandou às favas a logística que o fez chegar ao Brasil no dia do jogo e correu muito.

A dupla Geromel e Kannemann foi a avalista da classificação. O argentino fez marcação individual em Jonatan Álvez e o brasileiro, com a faixa de capitão, empilhou interceptações. Com a boa atuação deles, o tricolor não sofreu mais diante de um rival agudo.

Jael entrou no segundo tempo do jogo e foi praticamente ovacionado nos primeiros lances que tentou. Com muita luta, o centroavante contestado ajudou a dar mais profundidade ao Grêmio. E aos 32 quase se consagrou. Depois de cruzamento de Cortez, cabeceou e viu a bola beijar a trave direita e sair.

Último reforço do Grêmio, e contratação exclusiva para a reta final da Libertadores, Cícero herdou a vaga de Lucas Barrios no time. E atuou improvisado como referência do ataque. O desempenho ficou bem abaixo e afetou todo o sistema ofensivo. Bem pelo alto, para ganhar a primeira bola, mas fraco pelo chão ao dar opções. E ainda com pontaria descalibrada. As duas melhores oportunidades do jogo, até Cícero ser substituído, caíram nos pés dele. E não terminaram em gol.

Jonatan Álvez, desfalque no primeiro jogo, confirmou a fama de carrasco dos brasileiros. O uruguaio criou problemas para a defesa do Grêmio, marcou um gol e se manteve como grande destaque de um time que lutou.

A vantagem fez o Grêmio ser mais calmo. Ainda assim, o time da casa teve mais a bola e criou três boas chances na primeira meia hora de jogo. O problema é que o desempenho caiu e a defesa passou a sofrer com as movimentações de Jonatan Álvez e a velocidade de Marcos Caicedo e Ely Esterilla.

No segundo tempo o Grêmio não conseguiu melhorar muito. Sem profundidade, criou pouco e só foi levar perigo depois das entradas de Everton e Jael. Na defesa, mostrou grande esforço e conseguiu controlar um Barcelona que perdeu fôlego.

Mesmo com preparação muito prejudicada, o Barcelona-EQU correu e em vários momentos confundiu velocidade com afobação. A presença de Álvez deu mais qualidade e o time de Guayaquil conseguiu ser mais contundente. Abriu o placar ainda no primeiro tempo e acertou a trave na arrancada da etapa final.

Depois do intervalo o fôlego foi se esvaindo. O Barcelona entrou em modo de desespero e passou a pressionar para levantar a bola na área. Não foi suficiente para reverter o quadro.

Estádio: Arena do Grêmio, em Porto Alegre

Público / renda: 54.128 pessoas (51.065 pagantes) / R$ 3.370.918,00

Árbitro: Roberto Tobar (CHI)

Cartões amarelos: Edilson, Kannemann (G); Esterilla, Arreaga, Oyola (B)

Gol: Jonatan Álves (B), aos 32 min do 1º tempo

GRÊMIO

Marcelo Grohe; Edilson, Pedro Geromel, Walter Kannemann e Bruno Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro (Michel), Luan e Fernandinho (Everton); Cícero (Jael)

T.: Renato Gaúcho

BARCELONA-EQU

Banguera; Pedro Velasco, Xavier Arreaga, Jefferson Mena e Beder Caicedo; Minda, Oyola, Ely Esterilla (José Ayoví), Damían Díaz e Marcos Caicedo (Erick Castillo); Jonatan Álvez

T.: Guillermo Almada

(FOLHA PRESS)

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