Na próxima terça-feira, 23 de outubro, a Fifa vai anunciar o melhor jogador do mundo de 2017. Mas uma mudança nos critérios da entidade para a premiação deste ano pode prejudicar especialmente um dos três finalistas: Neymar.

Afinal, o brasileiro, pelo menos em teoria, não terá suas elogiadas atuações recentes pelo Paris Saint-Germain levadas em consideração.

Até o ano passado, o evento da Fifa elegia o melhor jogador do ano inteiro. A partir de 2017, porém, o prêmio levará em conta o intervalo de tempo da temporada europeia. Os critérios são claros: serão consideradas as atuações entre 20 de novembro de 2016 e 6 de agosto de 2017. O problema é que Neymar estreou pelo PSG apenas em 13 de agosto deste ano, depois de o prazo terminar.

Com isso, o atacante terá que competir contra Cristiano Ronaldo e Lionel Messi tendo como "munição" apenas suas atuações por Barcelona e seleção brasileira no fim do ano passado e no primeiro semestre deste ano. Bem diferente do prêmio anterior, por exemplo, que levou em conta os jogos entre 20 de novembro de 2015 e 22 de novembro de 2016.

Números no PSG são melhores

Não que Neymar tenha tido um desempenho ruim no Barcelona na temporada passada. No período que o prêmio da Fifa vai levar em consideração, foram 18 gols em 42 jogos pelo time espanhol, além de dois gols em duas partidas pela seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa.

Mas nada que se compare ao seu início com a camisa do PSG. Enfim protagonista de uma equipe na Europa, o brasileiro tem correspondido bem às expectativas iniciais e já fez oito gols em nove jogos. Porém na seleção, a situação se inverte: foram quatro jogos desde a troca de clube e nenhum gol marcado.

O prêmio da Fifa é definido por quatro votações separadas, com peso igual, de 25% cada uma: um de técnicos de seleções, uma de capitães de seleções, uma de jornalistas e uma do público, feita por meio da internet. Pelo menos em tese, nenhuma dessas partes poderá levar em conta os jogos de Neymar pelo PSG.

Cristiano Ronaldo, campeão espanhol e da Liga dos Campeões pelo Real Madrid na última temporada, é o grande favorito para faturar o prêmio pela quinta vez e igualar Messi, o outro finalista, em número de conquistas. Já para Neymar, provavelmente resta manter o alto nível pelo time francês e esperar por 2018. (Folhapress)

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