Comandante da ONG Atletas pelo Brasil, Raí disse que a renúncia de Carlos Arthur Nuzman da presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil) "apresenta uma oportunidade única de grandes mudanças" para o esporte brasileiro.

Em vídeo, o ex-jogador da seleção brasileira convocou atletas para lutarem "juntos por um esporte que seja a cara de um novo Brasil".

A ONG conta com esportistas consagrados do país como Ana Moser, Cafu, Gustavo Borges, entre outros. Com a prisão de Nuzman, os atletas pressionam o COB para terem mais protagonismo no colégio eleitoral da entidade.

Na quarta (11), esportistas realizaram um protesto pedindo "eleições diretas" no comitê. No último pleito, 30 confederações tiveram direito a votar -já os atletas foram representados por apenas um voto.

Em entrevista à Folha de S.Paulo neste domingo (15), o sucessor de Nuzman, Paulo Wanderley, afirmou que é favorável a abertura do colégio eleitoral, mas acredita que os esportistas terão que ter um peso menor. Ex-presidente da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), ele disse também que quer ser remunerado para ocupar o cargo.

Nesta semana, o novo presidente do COB deverá encontrar com Raí e outros ex-atletas.

Ainda na quarta, uma comissão foi formada pelos integrantes da assembleia geral da entidade para discutir mudanças no estatuto. O grupo é formado por três cartolas (Marco Ribeiro, da vela; Ricardo Machado, esgrima; José Antônio Martins Fernandes, atletismo) e Tiago Camilo, representando os atletas.

No dia 5, Nuzman foi preso sob suspeita de ter feito a "ponte" entre o esquema de corrupção do governo Sérgio Cabral (PMDB) e os membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) na escolha do Rio em 2009 para receber os Jogos. (Folhapress)

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