Foto: Agência Corinthians
martin e jo

Jô gravou um vídeo ainda a ser divulgado pelo Corinthians sobre o gol marcado com o braço neste domingo (17), contra o Vasco, no Itaquerão, para dar sua versão do lance que causou polêmica. O atacante concederia entrevista nesta segunda (18), mas foi substituído pelo clube.

A reportagem apurou com pessoas próximas ao jogador que a maior irritação de Jô foi a acusação de ser hipócrita e não ser exemplo dentro de campo. Em abril deste ano, quando o zagueiro Rodrigo Caio, do São Paulo, confessou ter atingido o goleiro do próprio time e com isso fez o árbitro voltar atrás no cartão amarelo ao atacante corintiano, Jô elogiou a honestidade e disse que o futebol precisava de mais gestos como aquele.

O atacante do Corinthians, nesta segunda (18), confessou estar incomodado em ser visto como alguém que deveria ser o bastião da honestidade no futebol brasileiro após ter sido beneficiado por Rodrigo Caio há cinco meses. Também reclamou que ele estava sendo considerado o vilão principal e a arbitragem estava passando incólume pelo episódio.

Diante do Vasco, ao empurrar a bola com a mão para o gol, ele decretou a vitória do Corinthians por 1 a 0 e a equipe abriu dez pontos de vantagem sobre o Grêmio na liderança do Brasileiro.

No vestiário, após o jogo, Jô afirmou aos demais jogadores que o gol não havia sido com o braço. Ao encontrar a mulher fora do estádio, ela perguntou se ele havia feito um gol com a mão. Jô negou. Ao chegar em casa, viu as imagens da jogada. Em conversas com amigos, creditou à adrenalina da partida não ter percebido o que aconteceu. Também afirmou que não teve qualquer intenção de colocar o braço na bola cruzada por Marquinhos Gabriel que, possivelmente, entraria de qualquer jeito e que não tinha obrigação de ser exemplo apenas para sua família.

O Vasco não se conforma com qualquer explicação. Para o vice-presidente, Eurico Miranda, o Euriquinho, o lance que definiu a partida foi "absurdo".

"Entrega logo a taça para o Corinthians! Para que disputar? Competir? Passar a semana doando, treinando, para acontecer isso? É justo? É justo? É assim que tem de ser? Eu não entendo. Se o Corinthians quer demonstrar realmente o que aconteceu, está tudo filmado", reclamou.

Quando aconteceu a polêmica com Rodrigo Caio, o pai de Jô, Dário, defendeu que o filho não fizesse elogios ao jogador do São Paulo. Não porque reprovasse a atitude do adversário, mas porque isso poderia se voltar contra seu filho no futuro, como aconteceu.

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