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Arena Corinthians
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MAELI PRADO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em um momento em que luta para se capitalizar, a Caixa Econômica Federal ameaça executar as garantias do empréstimo para a construção do estádio Arena Corinthians, decisão que o clube está tentando reverter.

A dívida do Corinthians com o banco está em mais de R$ 1 bilhão (o empréstimo inicial foi de R$ 400 milhões), e entre as garantias está o Parque São Jorge, sede do clube.

Segundo a reportagem apurou, a nova diretoria do clube procurou o banco nesta segunda-feira (5) para tentar reduzir a chance de execução das garantias.
Procurado, o banco afirmou, através de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o tema.

Conforme reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, a Caixa avaliou como grande a possibilidade de levar calote do Corinthians no acordo de pagamento pelo empréstimo para a construção do estádio.

O clube recebeu do banco uma das piores notas na avaliação interna de riscos, segundo e-mails confidenciais, aos quais a Folha de S.Paulo teve acesso, em auditoria externa realizada pelo escritório Pinheiro Neto Advogados e agora em posse do Ministério Público Federal.

A estatal classificou o clube com a nota "E", com "capacidade para arcar com o compromisso bastante limitada", em análise sobre a proposta de reestruturação da operação de crédito da arena.

A troca de mensagens debate sobre um eventual acordo para a volta do pagamento das parcelas pelo empréstimo de R$ 400 milhões feito para a construção do estádio corintiano, por meio de recursos do programa do BNDES Pró-Copa Arenas.

O estádio foi inaugurado em 2013 e usado na abertura da Copa do Mundo, no mesmo ano.

A Caixa também se mostrou incomodada com o negócio. "A proposta advém de um cenário de constantes frustrações e descumprimentos no âmbito da operação (...), não estão sendo atendido as premissas de receitas, custas e despesas (...), fica evidente que o fluxo de caixa atual do projeto será incapaz de honrar com os compromissos financeiros da Arena".

CAPITALIZAÇÃO

A negociação acontece em meio à necessidade de capitalização pela Caixa. O banco precisa de cerca de R$ 6 bilhões neste ano para se enquadrar dentro das regras de instituições financeiras mais sólidas para assumir riscos.

A cúpula do banco, mantendo o plano estabelecido ainda no ano passado, descarta o uso de qualquer ajuda financeira externa, como repasse do Tesouro Nacional ou do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

O plano de contingência, já aprovado, traça como fontes de recursos para atingir os R$ 6 bilhões uma emissão externa de bônus, a venda de carteiras atraentes e a preservação de uma política mais rígida na distribuição de dividendo aos acionistas, no caso, o governo federal.

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