Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer bateu o martelo neste fim de semana sobre mudanças em sua Esplanada dos Ministérios e pode deslocar o tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) para a pasta de Direitos Humanos.

Em conversas com aliados nos últimos dias, o presidente decidiu nomear o deputado federal Alexandre Baldy (GO) para o Ministério das Cidades, no lugar de Bruno Araújo (PSDB), que pediu demissão na semana passada.

O nome de Baldy tem a chancela do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se reuniu com Temer neste sábado (18) para tratar do assunto.

Filiado ao Podemos, Baldy decidiu sair do partido em agosto quando foi destituído da liderança da sigla na Câmara e agora deve entrar para o PP. O partido, que compõe o centrão, reivindica mais espaço no governo em troca de votos para aprovar a reforma da Previdência.

Outra mudança ministerial que está praticamente acertada é a Secretaria de Governo, hoje ocupada por Imbassahy.

Como informou o "Painel", o ex-ministro de Transportes João Henrique de Almeida Sousa, hoje na presidência do Conselho Nacional do Sesi, ganhou força para ocupar o posto de articulador político do Planalto.

Os defensores de João Henrique afirmam que ele já foi deputado, quarto secretário da Câmara e, portanto, tem bom trânsito com os deputados.

Segundo a reportagem apurou, Temer simpatiza com a ideia mas está fazendo um cálculo eleitoral, além de contar com os votos para Previdência, antes de fechar a indicação.

Auxiliares dizem que o presidente se movimenta na direção de montar uma coligação político-eleitoral para 2018 e, portanto, é importante que as novas nomeações tenham o aval de partidos que podem formar essa aliança.

Temer não é candidato à reeleição, mas quer se tornar um ativo importante em torno de uma candidatura de centro-direita que defenda as reformas de seu governo.

As primeiras mudanças ministeriais devem ser anunciadas no início desta semana e serão restritas às pastas ocupadas pelo PSDB.

Dessa forma, com o Ministério das Cidades e a Secretaria de Governo com novos titulares, Temer exoneraria Luislinda Valois, tucana que hoje está na Secretaria de Direitos Humanos, entregando a pasta a Imabssahy.

O acerto com Imbassahy, porém, ainda não foi fechado. O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), deve permanecer no cargo.

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