operacao porta fechadaA suspensão do concurso para provimento de 36 vagas para o cargo de Delegado de Polícia Substituto do quadro de Pessoal da Polícia Civil do Estado de Goiás ainda não foi definida. Segundo informações da Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan), a investigação sobre as fraudes ainda não foi concluída e a suspensão do certame só deve ser determinada a partir do que for apontado pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap).                     

Na semana passada, em decisão da juíza Zilmene Gomide da Silva Manzolli, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, em sede de liminar, o concurso foi suspenso com a alegação de que os candidatos que fariam as próximas etapas do certame poderiam ter a continuidade prejudicada, após a análise dos fato colhidos no inquérito que apura fraudes no processo.

No final de abril, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) também suspendeu o certame de forma cautelar, com o argumento de que a Segplan poderia retomar o andamento do concurso público antes da conclusão das investigações.

Dessa forma, o concurso só poderá ser retomado após uma nova deliberação do Tribunal de Contas do Estado sobre o mérito da matéria ou revogação da liminar.

Relembro o caso

O concurso foi suspenso em março deste ano após a prisão de cinco pessoas suspeitas de fraudar as provas. Entre os suspeitos, a Polícia Civil informou que um era o agenciador, que atua em Goiânia, e aliciava pessoas do seu círculo social. As investigações foram iniciadas após a suspeitas de outros candidatos que verificaram que as notas dos primeiros colocados estavam muito acima da realidade.

Os suspeitos foram presos em flagrante ao final de uma das etapas do concurso, da realização da prova discursiva, ao sair da faculdade. “Através do agenciador conseguimos identificar mais quatro candidatos. Quando encerrou a esta última fase, identificamos os candidatos e os abordamos na faculdade em que estava sendo realizada a prova e confessaram o crime”, informou a Polícia Civil à época.

Na última quinta-feira (4), outros 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de conduções coercitivas em Goiânia e na região do entorno do Distrito Federal (DF), durante a segunda etapa da Operação Porta Fechada, que investiga o caso.

Conforme as investigações, a organização criminosa cobrava entre R$ 120 mil e R$ 365 mil por vaga de delegado substituto da corporação. Segundo a polícia, os envolvidos são de famílias ligadas ao Poder Judiciário e influentes em Goiânia. Eles também são suspeitos de praticarem irregularidades em concursos de outros estados.

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