A decisão monocrática é do conselheiro Saulo Marques Mesquita. (Foto: TCE)
saulo marques mesquita

Com o argumento de que a Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan) poderia retomar o andamento do concurso público para o cargo de delegado de Polícia Civil (PC-GO) antes da conclusão das investigações de suspeita de fraude, o Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) suspendeu de forma cautelar o certame.

A decisão foi adotada nesta quinta-feira (27) monocraticamente pelo conselheiro Saulo Marques Mesquita e passa a entrar em vigor após a intimação dos secretários de Planejamento, Joaquim Mesquita, e de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP-GO), Ricardo Balestreri.

No entanto, o concurso já estava suspenso pela Segplan. Em 16 de março de 2016 o Diário de Goiás publicou reportagem informando que o futuro do processo seletivo era incerto, uma vez que as investigações ainda estavam em curso pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DERCAP).

Com isso, o concurso só poderá ser retomado após nova deliberação do Tribunal de Contas do Estado sobre o mérito da matéria ou revogar a liminar. Assim que intimados, os secretários terão 15 dias para cumprir a decisão e apresentar relatório circunstanciado das apurações até o momento para continuidade do processo.

operacao porta fechadaO caso

O concurso foi suspenso no mês passado após a prisão de cinco pessoas no dia 12 de março suspeitas de fraudar provas. Entre os suspeitos, a Polícia Civil informou que um era o agenciador, que atua em Goiânia, e aliciava pessoas do seu círculo social. As investigações foram iniciadas após a suspeitas de outros candidatos que verificaram que as notas dos primeiros colocados estavam muito acima da realidade.

Os suspeitos foram presos em flagrante ao final de uma das etapas do concurso, da realização da prova discursiva, ao sair da faculdade. “Atraves do agenciador conseguimos identificar mais quatro candidatos. Quando encerrou a esta última fase, identificamos os candidatos e os abordamos na faculdade em que estava sendo realizada a prova e confessaram o crime”, informou a Polícia Civil à época.

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