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Uma longa reunião no Paço Municipal na manhã desta segunda-feira (29), entre o ministro das Cidades, Alexandre Baldy. Em pauta estava a obra do BRT Norte/Sul. Na saída do encontro, as autoridades anunciaram a retomada das obras, mas não apontaram um prazo. A solução depende ainda da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), junto ao Ministério Público Federal. Um cronograma será construído num período de dez dias.

O Diário de Goiás transmitiu a entrevista coletiva ao vivo

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Burocracia

As obras do BRT estão paralisadas desde julho. As ações foram paradas após suspeitas de irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Foi identificado que há sobrepreço em alguns itens. No entanto, o próprio TCU já se manifestou que poderia adotar o Regime de Preço Global, em que valores mais altos seriam compensados em itens com preços mais baixos. A execução do corredor BRT Norte Sul é de responsabilidade das empresas EPC e WVG.

Ao Diário de Goiás, o ministro das Cidades Alexandre Baldy disse que serão mantidos os contratos já firmados entre a Caixa e a Prefeitura de Goiânia. “Todas as questões burocráticas discutimos com a Prefeitura de Goiânia que tem acompanhado de perto para que não haja nenhum problema sobre os aspectos contratuais. A Prefeitura celebrou contrato com o Ministério das Cidades e esses contratos serão respeitados para que a obra seja conclusa de acordo com as necessidades da cidade de Goiânia”, afirmou.

Cronograma

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Francisco Ivo Cajango Guedes, explicou a reportagem do Diário de Goiás que nos próximos dez dias estará sendo construído um cronograma indicando como e quando as obras serão retomadas.

O secretário espera ainda que num prazo de até 30 dias seja assinado um TAC com o Ministério Público Federal, envolvendo os órgãos de controle do governo federal como: Controladoria Geral da União (CGU) e Procuradoria Geral da União (PGU), além da própria prefeitura de Goiânia.

Conclusão

Para que a obra seja concluída, a empresa precisa fazer novamente a contratação de funcionários. Colaboradores foram dispensados no mês de agosto, por conta da paralisação das atividades.

Francisco Ivo Guedes disse que as ações serão recomeçadas pela região norte da capital até o terminal Rodoviário, no Setor Norte Ferroviário de Goiânia. Em um segundo momento serão reiniciadas atividades na região do Setor Pedro Ludovico.

De acordo com a administração municipal, após a retomada da obra, a previsão é que dentro de dois anos os 21 quilômetros do projeto sejam entregues à população. Pelo corredor preferencial, os usuários do transporte coletivo terrão acesso rápido às regiões Norte e Sul de Goiânia.

O corredor exclusivo BRT Norte/Sul terá seis terminais de integração - três novos (Correios, Rodoviária e Perimetral), dois reconstruídos (Isidória e Recanto do Bosque), um adaptado (Cruzeiro) e 40 estações de embarque e desembarque. O corredor fará a integração entre o terminal Cruzeiro, em Aparecida de Goiânia e Recanto do Bosque na região noroeste da capital.

A expectativa é que o corredor beneficie mais de 120 mil pessoas por dia, atendendo 148 bairros de Goiânia e Aparecida. Além disso, quando entregue, o sistema vai operar com 93 ônibus em quatro linhas, circulando na velocidade estimada de 28 km/h, o dobro da velocidade atual. Ao todo, serão 39 plataformas de embarque e desembarque, além de seis terminais.

A obra, segundo a CEF, está orçada em R$ 240 milhões. Deste montante, 22% já foram repassados pelo Governo Federal via Ministério das Cidades e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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