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Reprodução/TV Anhanguera
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Cerca de 20 mulheres relataram ter sido abusadas pelo médico ginecologista Joaquim de Souza Lima Neto, de 58 anos, preso preventivamente suspeito de praticar violência sexual mediante fraude contra três vítimas, que eram suas pacientes. “Todas relataram a mesma situação. Elas não procuraram a delegacia antes por vergonha. Com a divulgação da prisão se sentiram encorajadas e denunciaram”, disse a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Ana Elisa Gomes, ao jornal O Popular. De acordo com ela, até uma pessoa que vive no exterior enviou um e-mail relatando abuso.

O médico foi preso preventivamente nesta terça-feira (23). Ele já havia sido condenado pelo mesmo crime em 2015, no entanto, graças a um recurso da defesa ainda não julgado, estava em liberdade e exercia legalmente a profissão. Segundo a polícia, no momento da prisão, Joaquim resistiu e tentou fugir, mas foi levado à delegacia, onde foi ouvido e permaneceu detido.

Três mulheres formalizaram a denúncia contra o ginecologista. Entre elas, está uma jovem de 22 anos que relatou ao jornal O Popular o abuso sofrido em dezembro de 2017. “Comecei a ficar com medo. Fechei os olhos e virei para o lado. Cerca de cinco minutos depois, olhei para ele e o vi de olhos fechados, como se estivesse gostando daquilo”, contou ela.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes, a situação é semelhante às relatadas pelas outras duas vítimas. Conforme os relatos, o médico teria feito até masturbação e sexo oral em pacientes. Os abusos teriam ocorrido em um hospital localizado na região Central de Goiânia, onde Joaquim atendia há cerca de 30 anos. Em dezembro, o ginecologista foi desligado da unidade, mas continuou atuando em um consultório particular.

Para a delegada, tal delito, diferencia-se do estupro devido à ausência de violência ou de grave ameaça no ato. A pena varia entre dois e seis anos de reclusão. Com as diversas manifestações das vítimas, Ana Elisa Gomes ressalta que apenas ligações não dão início a uma nova investigação, é necessário que as mulheres procurem a delegacia e façam um boletim de ocorrência.

Por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) afirmou que irá apurar com “celeridade” os fatos relativos à prisão do médico, “em razão da gravidade do que já foi divulgado” e que dará prosseguimento às providências cabíveis assim que tiver em sua posse a documentação referente ao caso.

Defesa

A defesa de Joaquim de Souza Lima Neto menciona a possiblidade de haver um acordo de pessoas para prejudicá-lo. De acordo com o advogado Simplício José de Sousa Filho, eles estão apurando a origem das denúncias para em seguida se pronunciarem publicamente. O médico nega o crime.

“Se trata de alguém que tem 35 anos de profissão e não está no mercado por acaso. Vamos fazer o possível e o impossível para demonstrar a idoneidade dele”, disse o advogado.

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