Detentos fugiram nesta segunda-feira (1).
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29 presos da Colônia Agrícola do Regime Semiaberto em Aparecida de Goiânia foram recapturados até o início da manhã desta terça-feira (2). Eles fugiram durante rebelião que ocorreu na tarde desta segunda-feira (1). Na ocasião 233 fugiram, 9 morreram e 14 ficaram feridos.

As informações iniciais é que a rebelião começou depois que detentos da Ala C invadiram as alas A, B e D. Homens iniciaram uma troca de tiros e colocaram fogo em colchões. Presos de uma ala tinham rixa antiga com os de outro pavimento por causa de comando de crimes. Ainda na noite passada foi feita a transferência de 99 presos para o Núcleo de Custódia.

Violência

O confronto entre os detentos foi bastante violento. O nome dos nove mortos não foi revelado até o momento. Dos 14 feridos, quatro ainda permanecem internados em unidades de saúde. Dois estão em estado grave no Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) e outros dois estão internados em estado regular no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO).

Segundo testemunhas, vísceras de um dos presos foram retiradas do corpo dele e penduradas no arame no alto do muro da unidade. Telhados foram destruídos durante a rebelião, conforme mostram imagens cedidas por agentes prisionais.

Cinco equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas para combater o incêndio e encaminhar os feridos a unidades de saúde. Equipes do SAMU também estiveram no local para prestar socorro aos feridos na rebelião. Equipes do Gope (Grupo de Operações Penitenciárias Especiais) e do Batalhão de Choque da Polícia Militar retomaram o controle da unidade no final da tarde desta segunda.

Recaptura

Segundo a Polícia Militar, alguns presos já estavam a uma longa distância, cerca de 15 km do complexo prisional. Detalhes sobre a rebelião serão apresentados por autoridades da Segurança Pública e Administração Penitenciária às 10 horas desta terça-feira.

Equipes da Rotam iniciaram buscas na região, incluindo propriedades rurais. Após intensas buscas, especialmente em ambiente fechado de mata, foram realizadas as prisões de 29 foragidos em diversos pontos. Todos foram reconduzidos ao sistema prisional com o fito de continuar o cumprimento da pena. Outros 127 detentos voltaram voluntariamente.

Estrutura

O presidente da Aspego (Associação dos Servidores do Sistema Prisional do Estado de Goiás), Jorimar Bastos, diz que, durante a rebelião, a unidade tinha cinco agentes de plantão, número que foi reforçado por causa do final de ano. Segundo ele, normalmente, por plantão, apenas três agentes trabalham na segurança da unidade do regime semiaberto, que tem 900 presos. A mesma informação foi repassada pelo presidente do Sindicato dos servidores do Sistema Prisional, Maxsuel Miranda.

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