collage policarpo e vinicius

Um bate boca terminou em caso de polícia nesta sexta-feira (10). Os vereadores de Goiânia, Romário Policarpo (PTC) e Vinícius Cirqueira (PROS) foram parar na Central de Flagrantes após uma discussão com um sargento da Polícia Militar. O fato ocorreu no final da manhã, em frente ao Cepal do Setor Sul. O caso está sendo apurado pela Polícia Civil.

Entenda o fato

As informações iniciais do caso são de que os parlamentares haviam saído de uma reunião no Paço Municipal, em que participaram o prefeito Iris Rezende, o senador Wilder Morais, entre outras autoridades. Entre os temas da reunião, a retomada das obras do corredor BRT Norte Sul. Após deixar a sede da prefeitura, os vereadores passavam pelas proximidades do Cepal do Setor Sul. No local estava uma blitz do Batalhão de Trânsito da PMGO.

No local, um policial solicitou que o carro em que os vereadores estavam fosse parado. Ao verificar que se tratava de um veículo oficial, o militar indicou ao motorista que poderia seguir. Segundo o chefe de comunicação da PMGO, tenente coronel Marcelo Granja, outro policial não havia entendido a ação e mandou que o veículo fosse parado. Ele imaginou que o carro estava arrancando sem atender a ordem de parada. Foi aí que começou a discussão.

Segundo Romário, ao dar a ordem para que o carro fosse parado o policial alegou que tinham dois “negrinhos dos olhos vermelhos” dentro do veículo e precisava ser revistado. “O Armindo [motorista] estava saíndo com o veículo, e em pleno século XXI, mais uma vez, a gente é vítima de racismo. O policial que estava na ponta da blitz voltou gritando, disse que não era para liberar o carro pois tinham dois negrinhos de olhos vermelhos dentro do carro. Ele disse que era para descer todo mundo e revistar o carro que tinha alguma coisa”, explicou.

Vinícius teria tomado as dores do colega e assim foi iniciado um bate boca. “Ele perguntou, cara por qual motivo está falando isso? Nesse momento o policial foi em cima do Vinícius que estava encostado na traseira do carro e começou a insultá-lo”, argumentou o vereador Romário.  Vinícius foi levado para dentro da viatura da PMGO, por desacato. A arma do vereador Romário que é Guarda Civil Metropolitano foi tomada pelo militar. Vinícius foi colocado em uma viatura do Choque.

Romário Policarpo destacou que a viatura ficou circulando com o vereador Vinícius em alguns pontos da cidade e que foi parar no Batalhão de Choque. “O sargento totalmente alterado empurrou o soldado do banco da viatura, entrou dentro do carro e saiu desesperado pelas ruas como se tivesse carregando o criminoso mais perigoso de Goiás”, disse o parlamentar. Ele ainda apresentou a versão de que Vinícius Cirqueira havia sido ameaçado pelo policial enquanto faziam o trajeto para o Batalhão de Choque.

Posteriormente, o parlamentar foi levado para a Central de Flagrantes. Romário Policarpo foi até a central para apresentar a documentação da arma. O delegado plantonista não conversou com a imprensa. O policial, o vereador Vinícius Cirqueira e Romário Policarpo prestaram depoimento.

Veja vídeo em que o vereador Vinícius é conduzido por um policial.

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O chefe da Comunicação da PMGO, tenente coronel Marcelo Granja, destacou que não há crise institucional, que foi um caso isolado em uma blitz e que às vezes ocorre algum fato de desobidiência, ou desacato, conforme a versão do policial.

"O que nós temos que falar é que neste momento não podemos falar se houve excesso por uma das partes. Se aconteceu de fato essa situação de ofensa, a Policia Militar fará a apuração", explicou.

O oficial confirmou que Vinícius Cirqueira foi levado inicialmente para o Batalhão de Choque e depois para a Central de Flagrantes. "Nessa abordagem em si foi apresentado a documentação do carro, em dia. Foi destacada a situação de ser um parlamentar. Na hora da liberação, um policial havia liberado, por se tratar de um carro oficial, outro militar que não havia entendido solicitou o motorista para permanecer com o veículo", afirmou.

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