Pais de adolescente participaram de coletiva nesta quarta-feira, 25.
mae de isadora durante coletiva

“Eu não acredito que seja bullying. Estão transferindo para a escola a responsabilidade que é de família. O bullying é tratado dentro de casa, no dia a dia”, afirmou Isabel Rosa dos Santos nesta quarta-feira (25), durante entrevista coletiva. A mãe de Isadora se emocionou a falar sobre a lesão medular de Isadora de Morais, que deixou a adolescente paraplégica, e disse que as escolas precisam ter detectores de metais.

“As nossas leis diante de escolas têm que ser questionadas, acho que têm que ser revista. Acho que escola tem que ter detector de metais para poder entrar. Questiona-se que vai constranger as crianças. Como se não constrange para poder pegar um avião? [...] Porque que para entrar em uma escola, que está mutilando famílias não pode ter? [...] Constrangedor é eu ver minha filha do jeito que está, essas mães que perderam seus filhos”, disse Isabel.

A mãe da adolescente também fez uma comparação entre a vida de todos os envolvidos no atentado, que deixou dois jovens mortos e quatro feridos na última sexta-feira (20), com a vida que o atirador, de 14 anos, levará de agora para frente.

“Precisa tratar esse adolescente, tratar a família, conversar, ver, porque não é o primeiro caso o da Isadora e pode não ser o último. A gente sabe que para ele, que vai ficar preso 45 dias, quem sabe três anos. Ele vai sair e vai continuar uma vida normal porque é adolescente, vai crescer, vai mudar de cidade, as pessoas vão esquecer. E o trauma que ficou nas outras famílias nunca vai passar, o trauma psicológico. O trauma da Isadora é psicológico e físico, não vai passar. A nossa vida mudou, hoje a gente tem que reestruturar”, disse Isabel.

Durante a entrevista coletiva, realizada com a equipe médica responsável pelo tratamento da adolescente, pai de Isadora, Carlos Alberto de Morais, fez questionamentos. “Se um rapaz de 14 anos faz isso, ele vai inteirar 18, 20 anos e ele já teve uma prática. Não estou dizendo que é culpa de pai, mãe, sociedade. [...] Como vai ficar a cabeça dele até lá? Será que ele gostou de fazer isso? A gente precisa de leis para impedir essas coisas”, concluiu.

O atirador foi encaminhado nesta semana para um Centro de Internação após o pedido ser deferido pela Justiça. O local para onde o adolescente foi encaminhado não foi divulgado por questões de segurança.

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