fiscalizacao inmetro

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Pesos e Medidas, que visa desarticular uma associação criminosa que vinha atuando em desfavor do Inmetro em Goiás, voltada para o cometimento de crimes de corrupção.

De acordo com a PF, a investigação começou em 2015, em Anápolis, após a constatação do recebimento de propina por fiscais do Inmetro durante a fiscalização em postos de combustíveis no Estado, na ocasião em que os investigados deveriam realizar testes de volumetria nos bicos das bombas de combustível dos postos para evitar lesão aos consumidores. Os valores das proprinas chegavam até R$ 6 mil, dependendo da situação do posto, não havia um tabelamento. 

Os investigados, além de receberem propina dos proprietários de postos de combustível, também realizavam fiscalização a mando de outros proprietários de postos, para dificultar a ação da concorrência. Conforme depoimento dos donos de postos, os primeiros relatos de cobrança por parte dos fiscais foram em 2010. Dois fiscais chegaram a ser presos em flagrante em 2016, no entanto, não foram demitidos e foi necessário um trabalho minuscioso para que a Polícia tivesse provas concretas e efetivasse a prisão deles. 

Segundo a PF, os fiscais iam aos postos, detectavam as irregularidades, quando não existiam, eram inventadas, o que viabilizava a cobrança ao propritário do estabelecimento. De acordo com a apuração, eram os fiscais que permitiam as fraudes e ainda ofereciam os lacres do Inmetro. 

Estão sendo cumpridos dez mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal de Goiás, sendo sete mandados de prisão preventiva (fiscais) e três mandados de prisão temporária (empresários), nas cidades de Luziânia, Anápolis e Goiânia (GO).

Os investigados foram indiciados e devem responder pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e alinhamento de preços, com penas que podem chegar a doze anos de prisão.

Eles serão encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Goiás e após os procedimentos serão levados para o sistema penitenciário onde permanecerão Pa disposição da Justiça Federal.

Leia mais sobre:

Contato com a redação:
(62) 9 9820-8895

BUSCA