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A Universidade Federal de Goiás (UFG) criou a Biblioteca Bilíngue de Literatura Infantil Juvenil (Bibliolibras) para crianças e jovens surdos e deficientes visuais. O projeto oferece um espaço virtual de livros audiovisuais disponíveis no site www.bibliolibras.com.br. O acervo disponibiliza 12 contos dos irmãos Grimm, com interpretação em Libras e áudio em Português. As narrativas audiovisuais exploram o português falado, escrito e a Libras, sendo acessíveis tanto para alunos surdos e deficientes visuais, quanto para ouvintes.

Com o objetivo de ampliar o acervo com narrativas da cultura oral e contribuir com as escolas inclusivas, a idealizadora do projeto, escritora e professora do curso de Letras Libras, Sueli Maria de Regino, contou que a ideia surgiu da necessidade de auxiliar na formação das crianças e jovens surdos.

A escritora conta que muitas crianças e jovens surdos não tem acesso as histórias de suas famílias por não escutar e acabam ficando a parte do universo informativo. “Normalmente eles não têm acesso às narrativas orais, comuns na infância das crianças ouvintes. Há os que não conhecem sequer as suas histórias familiares. Ficam à parte desse universo informativo e isso acaba se refletindo em sua formação”, esclarece.

De acordo com Sueli, muitos surdos tem dificuldade quando jovens de entender as narrativas ficcionais em sua totalidade. Para ela, devido as esses fatos existem a necessidade de estimular a leitura dessas pessoas e o contato com as narrativas desde a infância.

Como conta a professora, devido ao retorno de professores de todo o País, a expectativa é de que a biblioteca seja uma referência e ainda seja usada para auxiliar na formação de crianças. “Temos exemplos de que a integração entre surdos e ouvintes pode ocorrer também pelo caminho contrário, com a valorização da língua dos surdos em sala de aula”, acrescenta.

Histórico

O acervo virtual de livros audiovisuais é consequência do projeto de extensão da Faculdade de Letras da UFG, A Hora do Conto, que reúne semanalmente surdos e ouvintes para acompanharem a leitura e a interpretação de contos em Libras. Desenvolvido desde 2013, o projeto está se transformando em um programa da TV UFG e tem envolvido professores e alunos do Colégio Colemar Natal e Silva.

“No decorrer das atividades, o que surpreendeu foi perceber que as crianças ouvintes iam reproduzindo os gestos e aprendendo Libras. O interessante é que a inclusão é realizada entre crianças ouvintes e surdas de forma natural”, afirma a professora Sueli Regino. Para ela, a biblioteca virtual vai possibilitar aos alunos a releitura das histórias.

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