Marconi Perillo na TV Record. (Foto: Henrique Luiz)
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Em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record, o governador Marconi Perillo afirmou, nesta segunda-feira (25), que o programa Goiás na Frente é responsável por boa parte da geração de empregos no Estado neste ano. Goiás gerou, nos oito primeiros meses do ano, 47 mil empregos, e ficou em terceiro lugar no ranking de geração de empregos no País. O Balanço Geral exibiu reportagem sobre o tema. “Quem visita as obras do Governo de Goiás, vai ver que os operários estão trabalhando até no domingo. Dia e noite para que a gente possa manter esses empregos”, frisou.

Sobre o Goiás na Frente, ele também ressaltou que 102 prefeituras, das 246, já estão com os convênios finalizados. “Eu lancei esse programa em março deste ano. Muitos prefeitos não têm documentos, não têm certidões, não terminaram projetos. Ainda faltam 140 para concluírem os convênios com o governo do Estado. O que tenho dito a eles é o seguinte: terminou os convênios, imediatamente nós pagamos a primeira parcela. Começou a obra, a gente paga a segunda. E, no caso de uma obra concluída, pagamos a terceira”, explicou. “Se nós não ajudarmos as prefeituras, o povo que vive nas cidades padece”, completou.

Ele também falou sobre Segurança Pública, ressaltando a contratação de sete mil policiais nos últimos três anos; de Saúde, sobre a qualidade dos hospitais estaduais devido à gestão compartilhada com Organizações Sociais (OSs), e do Sistema Produtor Mauro Borges, que começa a garantir o abastecimento de água para Goiânia e toda a Região Metropolitana. A seguir, entrevista na íntegra: Sistema Produtor Mauro Borges.

“Se nós não fizéssemos esse sistema, a população iria padecer muito. Queria dizer o quanto é importante na vida pública o planejamento estratégico. Se em 1999 eu não tivesse, junto com a equipe da Saneago, batalhado por esse projeto, ido atrás do dinheiro, feito o projeto, e começado a obra da Barragem do João Leite lá naquela época – o que não foi fácil, pois tive que impetrar um mandado de segurança contra o presidente da República na época, porque eles não queriam aprovar o empréstimo para Goiás, para fazermos essa obra. E, de lá para cá, ao longo do tempo fomos perseverando, construindo uma a uma todas as etapas desse Sistema Produtor Mauro Borges.

Aliás, coloquei o nome de Mauro Borges porque ele foi o primeiro governador a trabalhar com planejamento estratégico. Se não fosse esse trabalho que começou há 18 anos, nós hoje estaríamos em uma situação dificílima, porque o Meia Ponte baixou demais. Afinal, já são cinco anos diminuindo as chuvas. E, com isso, o abastecimento de água que era feito pelo Meia Ponte foi totalmente comprometido. Por sorte, estávamos terminando o Sistema Mauro Borges, e temos um reservatório enorme, como vocês estão mostrando aí. E, com o Mauro Borges funcionando, pudemos começar a fazer a transposição das águas do João Leite para o Sitema do Meia Ponte.  Ainda tem algumas casas com problema de falta de água porque nós ainda estamos fazendo a transposição, mas o que nós construímos em Goiânia e na Região Metropolitana, vai resolver o problema da falta de água daqui para o ano 2040. Se nós não fizéssemos esse sistema, a população ia padecer muito.

Estou feliz porque conseguimos fazer esse reservatório para atender toda a Região Metropolitana, mas é bom explicar o seguinte: nós também estamos coibindo agora, tomamos várias decisões para diminuir a coleta de água do Meia Ponte para outras finalidades que não abastecimento humano. Reduzimos muito essa coleta para outras finalidades. Quando o Mauro Borges ficar completamente pronto – falta apenas uma adutora que vai ligar o Sistema Mauro Borges até uma parte de Aparecida de Goiânia – nós vamos atender, com o Sistema João Leite, toda a região de Goiânia e Aparecida, 100%. E aí, o Meia Ponte, que é usado hoje para abastecer toda a Região Metropolitana, vai ficar responsável apenas por Trindade e Goianira. Ou seja, nós vamos ter um sistema novo, e ainda vamos poder usar o sistema velho, se for necessário. Então, essa é uma obra gigantesca, a maior obra de água tratada do Brasil atualmente. Se nós trouxermos para hoje o que se investiu nos últimos anos chega a quase 800 milhões, e ainda temos que investir mais R$ 234 milhões, e os recursos já estão sendo viabilizados na construção desse linhão.

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