Rio Meia Ponte na região Metropolitana de Goiânia (Foto: Wikipedia)
rio meia ponte

O Rio Meia Ponte se encontra numa situação crítica. O nível do manancial está baixo. Uma consequência é o comprometimento no abastecimento de água em boa parte da Grande Goiânia. Se a situação é ruim, poderia ainda ser mais preocupante. A Saneago tem devolvido água oriunda da barragem do Ribeirão João Leite e tem contribuído para manutenção de um nível menos crítico.

O comitê da Bacia do Rio Meia Ponte se reuniu nesta sexta-feira (15), para avaliar a condição do manancial. Técnicos de diversos segmentos da sociedade participaram da discussão. Foram discutidas ações que possam garantir a proteção dos mananciais nesta bacia. Várias sugestões foram apresentadas.

Técnicos da Saneago apresentaram informações que trazem preocupação e ao mesmo tempo um alento. A gerente de Produção da Superintendência Metropolitana da Saneago, Lúcia Helena Santos, explicou que a situação no Meia Ponte poderia ser pior do que a que encontramos na atualidade.

A captação de água ocorre na região Noroeste de Goiânia, no Bairro da Vitória. Na região do Clube Ferreira Pacheco, um grande volume é devolvido ao Meia Ponte, por meio do Ribeirão João Leite, com água da barragem. A outorga da Saneago é para captar 2,3 mil litros por segundo no Meia Ponte e devolve de 4,5 mil a 6 mil litros por segundo.

Ao Diário de Goiás, Lúcia Helena explicou que a quantidade de água devolvida é maior do que a captada. Ela disse que se não fosse essa intervenção, o Meia Ponte poderia estar ainda mais seco. Segundo Lúcia, a água devolvida via Ribeirão João Leite é de melhor qualidade do que a que foi captada na região do Bairro da Vitória.

“O ribeirão João Leite é um contribuinte do Rio Meia Ponte. No Meia Ponte é feita a captação na região Norte. Temos captado toda a água que tem chegado, menos do que temos outorgado. O Rio infelizmente fica seco em um trecho e até o desague do córrego São Domingos e vai recebendo água dos outros córregos. Na sub bacia do Ribeirão João Leite há a barragem, ocorre a descarga de água, ajudando o Meia Ponte.

Baixo volume

Segundo a técnica da Saneago, desde o mês de agosto, o Sistema Meia Ponte opera a 1,77 metros abaixo do ideal. Ela explicou que o nível tem reduzido nos últimos dias de forma considerável.

Uso consciente

Durante a reunião, Lúcia Helena explicou que a média de consumo por habitante por dia é de 114 litros. No entanto, há pessoas que consome até cerca de 400 litros por dia. A técnica afirmou ainda que a população precisa ter um uso consciente da água, pois as perdas no sistema já são uma das mais baixas do país, na ordem de 21%. Segundo Lúcia Helena, o índice está dentro de um mínimo aceitável para cidades do tamanho de Goiânia. A gestora alerta para cuidados ambientais.

“Muito importante que sejam tomados cuidados ambientais em toda a bacia. Como proteção de nascentes, reposição de mata ciliar, utilização de curvas de nível, construção de poços de infiltração na bacia para que se consiga manter todo o ciclo hidrológico dela e ser mantida sem degradação”.

Mauro Borges

Segundo a Saneago hoje, 90 bairros da região norte de Goiânia já estão sendo atendidos a partir do novo sistema produtor. Lúcia Helena reconhece que a operação inicial ainda é insuficiente para cobrir todo o Sistema Meia Ponte. Bairros na capital como Setor Faiçalville e outros mais distantes da barragem do Meia Ponte e do João Leite ainda vão sofrer com a falta d’agua.

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