santa casa de misericordia de goiania

A Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, após uma interdição de 15 dias, passou por uma vistoria realizada pelos médicos fiscais do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) nesta segunda-feira (11). Os profissionais verificaram se as falhas identificadas na última fiscalização, que causou a interrupção dos serviços, foram corrigidas. O local ainda não está funcionando de forma regular e ainda pode sofrer outros reparos.

No dia 21 de agosto, o presidente da Cremego, Leonardo Mariano Reis assinou um ofício para a interdição do local, devido à falta de materiais que atrapalhavam o serviço dos profissionais e colocava a vida de pacientes em riscos. Depois da vistoria, de acordo com o presidente, a Santa Casa tem condições de atender os pacientes, no entanto, os serviços oferecidos não estão funcionando em totalidade.

A suspensão dos serviços foi motivada por denúncias dos médicos que trabalhavam no local. Na Santa Casa, os profissionais reclamavam da falta de materiais e remédios, que vão desde materiais para cirurgias a insumos básicos. Durante a vistoria, o presidente disse que as reposições já foram feitas.

De acordo com o presidente, alguns serviços funcionam de maneira regular, porém, existem uma redução no número de internações e leitos. Estão regular o pronto atendimento, com redução no número de internações, o centro cirúrgico com nove salas que radicalizam os procedimentos, o setor de oncologia e demais tratamentos estão funcionando sem a falta de medicamentos.

Segundo Leonardo, algumas falhas que poderiam ser corrigidas de imediato foram reparadas, como o serviço de pronto atendimento, estoque de medicamentos, realização de exames, os registros de prontuários, entre outros serviços. “Observamos que o controle da gestão melhorou um pouco em relação ao abastecimento. Não foi verificado nenhum insumo que estivesse em falta, mas as questões estruturais, principalmente na questão da estrutura física do prédio e, com relação aos recursos humanos, ainda há deficiências e falhas que precisam ser corrigidas em um curto prazo”, conta o presidente.

Como conta Leonardo, o Cremego ainda tem algumas exigência para o melhor funcionamento do local. Segundo ele, alguns reparos ainda devem ser feitos na Santa Casa de Misericórdia. “Considerando que algumas conformidades não foram corrigidas, as questões estruturais demandam um tempo maior que 15 dias para serem corrigidas, pois é preciso reformar a estrutura física do edifício e também, a escala de plantão deve ser ajustada e completa em um prazo menor. Nós vamos propor a diretoria da Santa Casa um termo de ajustamento de conduta, para que em um prazo curto de 30 dias sejam corrigidos as falhas, faltas e ausências de profissionais de escala de plantão e em um prazo de 90 dias a correção da estrutura física do prédio”, acrescenta.

Leonardo afirma que algumas alas hospitalares foram fechadas para a reforma do local, que está acontecendo aos poucos. Segundo ele, a Santa Casa ainda não voltou a funcionar em sua maior capacidade por falta de recursos. Cerca de 90 pacientes estão internados no local, porém, a capacidade e de quase 300 leitos. “A capacidade máxima não está em função desse racionamento. No presente momento são em torno de 90 pacientes internados para uma capacidade de aproximadamente 300 leitos. Há uma redução no funcionamento da Santa Casa. Isso é ruim para a população que precisa do atendimento, principalmente a população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS)”, ressalta. 

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