Divulgação/Polícia Civil
romero

A Polícia Civil desmantelou uma organização criminosa que utilizava documentos falsificados para cometer golpes. A quadrilha é liderada pelo bacharel em Direito Romero Barreto de Freitas, “o Doutor”, de 37 anos, e falsificava qualquer tipo de documento público. Ele foi preso no mês passado durante uma operação do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

De acordo com a Polícia Civil, com os documentos falsificados eram realizadas vendas de imóveis; abertura de conta bancária com financiamento; regularização de veículos furtados e roubado; a locação de veículos; ingresso no sistema prisional. Ele negociava a venda de documentos pessoais falsificados com bandidos.

Conforme explicação da delegada Mayana Rezende, chefe do Gref/Deic, o volume de negócios de Romero era tão grande, que ele abriu um escritório no Setor Nova Suíça. A delegada acredita que “Doutor” tenha acesso ao banco de dados de algum órgão público. “É a única forma dele ter acesso a determinadas informações”, disse ela. “Outro golpe era o resgate de veículos não reclamados pelos donos no pátio do Detran. Ele deve ter um despachante que olha isso”, completou.  

Conforme reportagem do jornal O Popular, Romero tinha como um dos principais agenciadores Thiago César de Souza, o Thiago Topete, morto em março deste ano, durante uma rebelião na Penitenciária Odenir Guimarães (POG).

Romero cobra cerca de R$ 200 por documentos pessoais, normalmente carteira de identidade falsa; R$ 500 por CNHs e R$ 400 pelo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV). Já a falsificação de outros documentos era combinada diretamente com o líder da quadrilha.

“Bandido burro pega em arma e assalta. Um carro roubado implica em risco para o assaltante, que o vende baratinho. Bandido inteligente mexe com fraude. A rentabilidade é infinitamente maior, porque o carro é vendido pelo preço de mercado”, disse a delegada ao O Popular.

Os integrantes da quadrilha foram presos por organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e receptação. Romero já havia sido investigado e preso por falsificar diplomas de Direito e de Medicina em 2015, durante uma investigação do 8° Distrito Policial.

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