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Durante a reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), na tarde desta quinta-feira (15), o governador Marconi Perillo (PSDB) desmentiu o discurso do deputado estadual José Nelto e afirmou: “Mentiras deslavadas”. Marconi classificou o discurso do emedebista de “hipócrita”. Sobre a segurança, disse: “Deslavada a mentira de que não investimos em segurança. Reduzimos todos os indicadores de crimes. Já os governos que nos antecederam foram os governos dos sequestros. Todos os dias havia um crime escandaloso”. 

“A caneta e a mão que escreveram esse discurso são de outras pessoas, não são suas”, disse Marconi. “Ninguém valorizou mais, ninguém pagou mais aumentos, ninguém pagou mais em dia do que os nossos governos”, ressaltou o governador.

“Alguns parlamentares pediram para nem rebater o discurso de Vossa Excelência, mas eu coloquei alguns pontos que eu não poderia deixar de falar. O governador está aqui hoje pela última vez neste mandato, que encerra em 6 de abril, mas você pode ter certeza que ele virá a esta Casa se ele quiser, em 2022, em 2026, porque ele é querido e respeitado pela população de Goiás. Deputado José Nelto, o senhor membro, oriundo do PMDB, tem coragem de falar em servidor público aqui nesta casa. Deputado, se o senhor não acompanhou o vereador e dr. José Eliton foram homenageados pela Polícia Militar do Estado de Goiás, pelos aumentos proporcionados. Foi homenageado pelos professores pelo aumento dado. Os gestores públicos, por toda dedicação e por toda sua história à frente do governo de Goiás, hoje tem o reconhecimento dos servidores públicos, o governador Marconi e dr. José Eliton”, rebateu o deputado estadual Talles Barreto. 

José Nelto questionou Marconi Perillo sobre educação, realização de concursos, segurança pública e violência e saúde. Ao final, o deputado destacou que "Goiás não confia e não se sente mais representado". 

“Goiás vendeu quase todo seu patrimônio e a dívida em Goiás, ao invés de cair, subiu a níveis recordes. [...] Há em Goiás uma farsa propaganda de que as chamadas OS’s revolucionaram o atendimento à saúde pública. Não é verdade. O sofrimento do povo é muito gfrande. Nós recebemos aqui cada parlamentar por dia mais de 10, 20 pedidos para UTI e o povo morrendo por falta de UTI. [...] Ninguém tem acesso aos gastos de folha de pessoal. É uma verdadeira caixa preta que encobre salários de aliados do PSDB. [...] Os professores são massacrados em Goiás desde 2012, com o ex-secretário Tiago Peixoto. Agora estão acabando com os concursos públicos enterrando de vez a carreira do professor. [...] Os últimos anos entraram para a história como os anos mais violentos da história de Goiás. Quem diz isso é o Mapa da Violência, não sou eu, que sempre coloca Goiás entre os cinco mais violentos do Brasil.

Leia parte do discurso de Marconi Perillo:

Eu usei essa tribuna centenas de vezes, sem nenhum destemor a nenhum poderoso da época. Aliás, eu fiz muita questão quando tomei posse no governo de Goiás, em 1999, para usar esta tribuna, que ficou marcada como a minha tribuna, a tribuna à época da oposição, corajosa e destemida aos governos. Eu derrubei dessa tribuna, com denúncias minhas, pelo menos dez secretários de Estado. E quero aproveitar essa oportunidade para, nessa despedida, usar um discurso que não será politicamente correto.

Ainda há pouco o ex-governador Irapuan Costa Júnior, quando tomava posse como secretário de Segurança Pública do meu e de seu governo, dr. José Eliton, se referiu dessa forma “vou fazer um governo que não é politicamente correto”. Chega. Minhas marcas, atos e gestos sempre se guiaram pelo equilíbrio, sensatez, diálogo, paciência, coerência, compromisso com a pacificação política e social de Goiás. Mas hoje eu vou gastar aqui o oportunismo e a hipocrisia que sempre foram marcas do deputado José Nelto. Devo um favor à vossa excelência, deputado José Nelto, das tantas vezes que o senhor foi à minha casa, às vezes escondido, às vezes não, das vezes em que o senhor foi ao Palácio como base minha ou como deputado de oposição escondido, eu lhe devo um favor, pelo menos: eu era senador da República quando vossa excelência me procurou em minha casa, à época no Alphaville, para me dizer que o ex-presidente Lula e o ex-governador Alcides Rodrigues estavam montando um dossiê falso, isso ficou provado no livro que foi feito, para tentar destruir a minha reputação e tentar destruir-me politicamente como tantas vezes fizeram Lula e seus asseclas. Inclusive vossa excelência, que apoiou Lula e todos que estavam à época no poder federal. Mas eu vou reservar ao final para falar algumas coisas que esta Assembleia e o estado de Goiás precisam saber daquele que maldosamente, levianamente, hipocritamente, oportunisticamente usou dessa tribuna e de outros mecanismos para tentar descontruir um governo sério e responsável, realizado por nós. Quero adiantar uma coisa: não precisa ser esta a última vinha minha à Assembleia, a partir de agora estou disposto a vir aqui defender o meu legado, a minha honra, o meu trabalho, a luta que fiz pelo Estado de Goiás.

Quero iniciar lembrando aqui um pouco, resumido, a nossa história no governo de Goiás desde que chegamos ao poder em 1999, com interregno de 4 anos e 9 meses em que fui substituído pelo meu sucessor.
Goiás viveu profundas transformações nesses quase 20 anos desde o surgimento do Tempo Novo. São avanços expressivos em todas as áreas, da economia à gestão pública, passando pela área social, infraestrutura, segurança, saúde, educação, transparência. Goiás é hoje um dos dois estados mais transparentes do Brasil, segundo a ONG Transparência e Ministério Público Federal. Em especial, na prestação dos serviços públicos. Dezenas de milhões de atendimentos no Vapt Vupt, que é um dos mais modernos do Brasil, 14 milhões de atendimentos no Hospital Crer, para falar só desses dois órgãos criados em nossos governos. Não há setor na vida dos goianos sem a presença marcante dos nossos governos. Governo, empresários e trabalhadores deram as mãos para transformar Goiás em um estado moderno, próspero e bom para se viver. Os goianos estavam indignados com o descaso e a distância do governo. Antes do Tempo Novo, médicos, professores, policiais, servidores de maneira geral, não eram valorizados. Houve um governador que chegou a dizer que valorizar a polícia era salvar carne podre. Estradas, escolas, unidades de saúde, delegacias eram obras caras e geralmente de baixa qualidade, e duravam pouco. Antes do Tempo Novo, o governo de Goiás não tinha qualquer preocupação com a prestação de serviços de qualidade. Nós fizemos uma revolução na Educação, na Cultura, na Saúde, na Segurança, na Infraestrutura. Antes do Tempo Novo o mandonismo e o compadrio prevaleciam no campo administrativo e político, tudo era indicação política. Nós fizemos eleições diretas para gestores de escolas, para reitor de universidade, diretores da universidade, meritocracia e uma série de outros avanços. O pouco que era feito era para o grupo que gravitava em torno do Palácio das Esmeraldas. O Tempo Novo veio para romper com todos esses vícios e desvios da vida pública, e romper para sempre. Não haverá volta. Com esse tipo de discurso atrasado, raivoso a oposição não vai chegar ao poder.

No novo Goiás os servidores são respeitados e são chamados a tomar parte das decisões. Os servidores públicos são de qualidade porque são pensados, segundo à necessidade de cada cidadão e prestados por servidores valorizados e satisfeitos com suas condições de trabalho. No Novo Goiás as obras são de qualidade, feitas para durar, estradas de altíssimo padrão, escolas e moradias construídas segundo as técnicas mais modernas. A segurança pública, a saúde e a cultura são levadas a sério e têm recursos sempre priorizados e assegurados. Neste novo Goiás não há área na vida do cidadão sem a presença do governo. Neste novo Goiás há parceria: todos os prefeitos, independentemente de partidos, são respeitados porque eles representam o voto soberano dos goianos e republicanamente o governo apoia a todos os prefeitos, de todos os partidos. O novo Goiás que surge dos governos do Tempo Novo a transparência é a palavra de ordem na administração pública e não há gasto realizado que não seja detalhado e apresentado para os goianos. O mais importante é a mudança qualitativa experimentada por esse novo Goiás. Em nosso estado não há mais espaço para reverencia ao coronelismo, ao atraso, à mediocridade, à hipocrisia, ao oportunismo. No novo Goiás não há espaço para oligarquias. Antes nós tínhamos a obrigação de ser iguais, hoje nós temos o direito de sermos diferentes, e com base nesses, na beleza e na diferença, construir um Goiás mais justo, equilibrado e fraterno.

Nesse período dos nossos quatro mandatos, o Produto Interno Bruto de Goiás saltou de pouco mais de R$ 17 bilhões em 1998 para uma previsão de R$ 200 bilhões em 2018, segundo boletim Focus, do Banco Central. O PIB goiano cresceu em média 3,3% no período, um terço a mais que o PIB brasileiro. Nossas exportações saltaram de 325 milhões de dólares em 1998 para 6,900 bilhões de dólares em 2017. Entre 1998 e 2017 foram gerados 1,100 milhão empregos líquidos e Goiás teve um salto positivo de empregos mesmo durante a crise.

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