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Lama destruiu vários locais (Foto: Rogério Alves- TV Senado)
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Para o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, o meio ambiente e as pessoas afetadas pela tragédia de Mariana (MG) vão ficar melhores do que estavam antes do acidente que deixou 19 mortos, destruiu comunidades e causou estragos em toda a Bacia do Rio Doce.

As declarações foram feitas durante evento do banco Credit Suisse, em São Paulo.

"O meio ambiente e as pessoas vão ficar melhores do que estavam antes", afirmou. Ele garantiu que todos que tiveram as casas perdidas terão as moradias reconstruídas e entregues, que as indenizações serão pagas e que será feita a recuperação ambiental.

A Samarco, localizada em Mariana (MG), pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton. A empresa está com as atividades paralisadas desde 5 de novembro de 2015, quando ocorreu a tragédia.

Questionado sobre os detalhes da negociação com a BHP para que a Vale assuma toda a operação da Samarco, o presidente da mineradora afirmou que as duas empresas "conversam o tempo todo".

Segundo Schvartsman, o objetivo da companhia é "colocar a Samarco para operar o mais rápido possível". "Precisamos virar a página desse acidente terrível que aconteceu", afirmou.

Schvartsman afirmou que é preciso passar às autoridades a convicção de que existem condições para que a companhia volte a operar. Os pedidos de licenciamento para o retorno das operações já foram feitos para os órgãos ambientais de Minas Gerais.

Na visão dele, Vale, BHP e Samarco poderiam "protelar indefinidamente a solução", mas decidiram colocar recursos para reparação e na criação de uma fundação independente (Renova). "Para remediar a coisa terrível que aconteceu fortuitamente", afirmou Schvartsman.

Redução de gastos e endividamento

O presidente da Vale prevê que até junho o endividamento da empresa estará próximo de US$ 10 bilhões, o que ele considera como um valor sustentável.

A empresa está em um trabalho sistemático de redução de custos. O início do processo foi iniciado com a posse de Schvartsman em maio do ano passado.

O primeiro setor foi de pelotização, que, segundo o presidente da empresa, conseguiu reduzir os gastos em 6%. O próximo projeto alvo será cortar o gasto nas minas. "Estimo que será acima de 6%", calcula o presidente da Vale.

O executivo afirmou também que não há nenhum projeto de expansão da exploração de minério de ferro. Ele explicou que a empresa se comprometeu a limitar a produção a 400 milhões de toneladas por ano para proporcionar equilíbrio no mercado. A capacidade da empresa é de 450 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. "Ser líder mundial de minério de ferro traz responsabilidades", afirmou. (Folhapress)

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