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O ex-presidente Lula assiste ao lado dos filhos, netos e de militantes do PT, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o julgamento do recurso no TRF-4 do processo em que foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz Sergio Moro, no caso do triplex em Guarujá.

Lula chegou ao sindicato às 10h08, junto com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo Luiz Marinho, Roberto Teixeira, seu compadre e advogado, e o presidente do sindicato, Wagner Santana.

No prédio do sindicato Lula foi recebido por cerca de 500 pessoas que o saudaram com o grito "Brasil urgente, Lula presidente".

O ex-presidente ficou o tempo todo no segundo andar do prédio, que teve as janelas e varandas protegidas por panos azuis e vermelhos para impedir imagens de Lula.

Por volta das onze horas o ex-presidente foi para o auditório, no terceiro andar, para discursar para a militância. Estava sorridente e tirou foto abraçado com petistas.

"Estou extremamente tranquilo, com a consciência do que está acontecendo no Brasil. Tenho certeza absoluta que não cometi nenhum crime e que por conta disso a única decisão que possa acontecer hoje é eles, por 3 a 0, dizerem que o juiz Moro errou ao dar a sentença, disse Lula. "Se vai acontecer ou não, eu não sei, mas a única coisa certa e justa que poderia acontecer era isso."

Mas apesar de tentar demonstrar otimismo, Lula já apontou para o futuro caso seja condenado. "Se não acontecer (absolvição), temos muito tempo pela frente para mostrar o equívoco, as mentiras contadas contra o PT e o Lula nesses últimos anos."

Ele disse que tem muita tranquilidade para enfrentar adversidades e que tem noção dos problemas que o país está vivendo. "O que está acontecendo comigo é muito pouco perto do que estão fazendo com milhões de brasileiros que não entenderam a reforma trabalhista e vão ser massacrados. Como as pessoas que serão massacradas pela reforma da Previdência."

Lula estava acompanhando do governadores petistas do Acre, Tião Viana, de Minas, Fernando Pimentel, e do Piauí, Wellington Dias. O ex-chanceler Celso Amorim e o senador Humberto Costa, de Pernambuco, também estavam no palco com o presidente.

Lula atacou a oposição. "Eles várias vezes quebraram o Brasil e toda vez que está difícil a situação eles dizem pra descer (focar) na (reforma da) previdência.

"Esse país tem uma doença grave e chama PT (para a oposição). Vamos tirar que tudo vai melhorar. E agora vocês estão acordando da anestesia. Estão descobrindo que não fizeram uma cirurgia pra melhorar, estão vendendo parte do nosso corpo."

Depois do discurso, Lula voltou para o segundo andar para almoçar com correligionários.

Antes de sair do palco deu um aviso. "Só o dia em que eu morrer eu vou parar de lutar pela democracia." (Folhapress)

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