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O presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Carlos Eduardo Thompson, defende que sua chefe de gabinete tenha o direito de se manifestar nas redes sociais contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista será julgado pela corte no dia 24 de janeiro.

Daniela Tagliari Kreling Lau envolveu-se em uma polêmica na semana passada, quando teve uma postagem de sua página pessoal divulgada pelo deputado federal petista Pepe Vargas. Nela, a servidora assinava uma campanha que exige a prisão de Lula.

"Não bastasse a declaração do presidente do TRF-4, que mesmo confessando não ter lido a sentença de Moro disse que a peça era 'perfeita', agora a sua chefe de gabinete faz campanha para pedir a condenação de Lula, publicamente e sem cerimônias. O golpe continua em todas as frentes. Resistir é preciso!", afirmou o parlamentar em sua rede social.

Em seguida, a senadora Gleisi Hoffmann fez coro ao deputado ao gravar um vídeo criticando a atitude de Daniela e uma suposta "parcialidade e perseguição" contra o ex-presidente na corte.

A assessoria de imprensa do TRF-4 afirma que Thompson entende que Daniela fez uso de um direito constitucional ao expressar sua opinião "fora do seu horário de trabalho e em caráter absolutamente dissociado das funções do cargo que atualmente ocupa".

"É oportuno informar que a referida servidora -admitida há 24 anos nos quadros da Justiça Federal da 4ª Região via concurso público ao cargo de técnico judiciário/administrativa- não exerce qualquer atividade relacionada com a área fim desta corte, sequer possuindo formação acadêmica em direito", diz nota da assessoria.

Julgamento

Lula será julgado em segunda instância pelo tribunal na manhã do dia 24 de janeiro.

Em julho, o ex-presidente foi condenado pelo juiz Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão, pela suposta prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo um tríplex no Guarujá (SP) reformado pela empreiteira OAS.

Se Lula for condenado pelo TRF-4, ficará inelegível devido à Lei da Ficha Limpa. Ele pode, porém, se manter na disputa eleitoral por meio de recursos.

Uma eventual prisão do petista, em tese, pode acontecer após todos os recursos se esgotarem na corte. (Folhapress)

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