Michel Temer (PMDB). (Foto: Reprodução/Instagram)
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Sem votos suficientes, o governo Michel Temer já reconhece que a votação da reforma previdenciária não deve ficar para a próxima semana, como era esperado pelo Palácio do Planalto.

Nos bastidores, a equipe presidencial admite que a proposta pode ser votada apenas na última semana de trabalho do Congresso, dias antes do início do recesso parlamentar.

Em conversas reservadas, líderes da base aliada reconheceram ao peemedebista dificuldades para conseguir votos até o início da próxima semana e pediram mais uma semana de articulação para tentar viabilizar a proposta.
Com o provável adiamento da votação, aumentam as chances da votação ficar apenas para o ano que vem, uma vez que, diante da proximidade do recesso parlamentar, muitos deputados federais antecipam o retorno aos seus redutos eleitorais.

As chamadas férias parlamentares terão início no dia 23, em um sábado, mas a partir da quinta-feira anterior o Congresso já costuma ficar esvaziado.

A possibilidade da votação ficar para a semana do recesso foi admitida pelo vice-líder do governo, Beto Mansur (PRB-SP). "Nós temos ainda 15 dias corridos para votar a reforma previdenciária, de 07 a 21 de dezembro. No período, vamos trabalhar para buscar votos", disse.

Nesta quinta-feira (7), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que se deve trabalhar com "todas as datas possíveis".

"Nós vamos trabalhar para votar neste ano. Nós temos que construir deputado a deputado, deputada a deputada, as condições para se votar a reforma da Previdência", disse, não estabelecendo uma data.

No jantar da quarta-feira (6), no Palácio do Alvorada, o presidente adotou discurso duro e disse que os deputados governistas que não votarem a proposta serão cobrados na disputa eleitoral por manterem privilégios para os servidores públicos.

Mesmo com o tom incisivo, os presidentes nacional do DEM, Agripino Maia, e do PP, Ciro Nogueira, colocaram em dúvida a possibilidade de se votar neste ano.

Cofres

Apesar do cenário pessimista, o presidente intensificará a abertura dos cofres públicos, liberando emendas parlamentares e aumentando a destinação de recursos para governos estaduais.

Na quarta-feira (6), o Palácio do Planalto garantiu que agilizará o repasse de R$ 1,9 bilhões aos Estados, por meio do FEX, um fundo de auxílio às exportações.

Em reunião com os governadores do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirmou que o governo já tem o dinheiro em caixa e só precisa da autorização do Senado para repassá-lo.

No mesmo encontro, o peemedebista pediu ajuda aos três tucanos para a provação da reforma previdenciária. O PSDB tem resistido a fechar questão sobre o assunto.

Os governadores têm demandado o montante para quitar dívidas da folha de pagamento e conseguir pagar o décimo terceiro deste ano.

Nesta quinta-feira (7), o presidente se comprometeu com a bancada mineira a liberar R$ 250 milhões aos Estados na área de saúde e R$ 350 milhões para obras da BR-381.

"Ele também se comprometeu a ir a Minas Gerais para inaugurar um hospital", disse o vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG). (Folhapress)

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