Mesmo com o cancelamento de greve geral contra a reforma da Previdência, parte dos movimentos sociais decidiu manter o protesto em São Paulo, marcado para esta quarta-feira (5).

Os manifestantes começam a se reunir na avenida Paulista, bloqueando a via na altura do Masp (Museu de Arte de São Paulo). A ideia do grupo é seguir até a altura da rua Augusta, onde fica o escritório da presidência da República em São Paulo.

O protesto é organizado pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que reúnem movimentos sociais e sindicais. Estão presentes representantes das centrais CUT, CTB e Intersindical.

"Com ou sem greve, a luta continua. Esperamos uma grande mobilização, mas não há estimativa de quantas pessoas virão", afirmou Douglas Izzo, presidente da CUT em São Paulo.

A greve geral, que ocorreria nesta mesma data, fora cancelada pelas principais centrais sindicais do país após a mudança da votação da reforma da Previdência -ainda sem garantia de votos, o governo ainda não definiu uma nova data para a votação.

O cancelamento não foi bem recebido por parte da militância -no evento de Facebook do ato, muitos criticavam a decisão.

"Houve um problema de comunicação, mas que já foi dirimido, as pessoas entenderam. Se a votação for remarcada para dia 13, convocaremos greve no dia 12", disse Izzo.

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (5) que só marcará uma data para votar a reforma quando houver votos suficientes para a aprovação, o que, segundo ele, poderá ocorrer ainda neste ano.

O último cálculo feito pelo Palácio do Planalto, no entanto, aponta um placar de 280 votos, número inferior aos 308 necessários para aprovar a iniciativa. (Folhapress)

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