A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (30) 11 mandados de busca e apreensão em Alagoas, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

As buscas fazem parte da Operação Caríbdis, que investiga fraudes nos lotes 3 e 4 da construção do Canal do Sertão, obra tocada pelo governo de Alagoas.

Entre os alvos das buscas está a residência em Maceió do ex-governador de Alagoas Teotônio Vilela Filho (PSDB), pré-candidato ao Senado em 2018.

Também houve buscas em endereços ligados a Marco Fireman, ex-secretário de Infraestrutura de Alagoas responsável pelas obras do Canal do Sertão.

Fireman atualmente ocupa a secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, por indicação do senador Benedito de Lira (PP).

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Alagoas no âmbito do inquérito que investiga crimes de fraude, corrupção e organização criminosa. Os desvios de recursos na obra foram citados em delações de executivos da construtora Odebrecht.

Segundo o executivo João Pacífico, o ex-governador de Alagoas teria participação no esquema de corrupção e teria recebido, como contrapartida, R$ 2,1 milhões para campanhas tucanas em Alagoas em 2014. Na época, ex-governador negou ter negociado ou autorizado favores.

Com 250 quilômetros de extensão, o Canal do Sertão tem como objetivo levar água para cerca de um milhão de pessoas em 42 municípios de Alagoas. O orçamento inicial da obra é de R$ 1,5 bilhão.

Em 2016, um acórdão do Tribunal e Contas da União apontou a existência de sobrepreço de R$ 127,9 milhões nos trechos 3, 4 e 5 da obra.

Procurado, o ex-governador Teotônio Vilela Filho informou que irá se pronunciar sobre a operação nas próximas horas. (Folhapress)

 

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