Michel Temer (PMDB). (Foto: Adriano Machado)
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O presidente Michel Temer convocou presidentes e líderes de partidos para um jantar no domingo (3) para discutir a viabilidade de se votar a reforma da Previdência.

O encontro acontecerá na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e contará com a participação dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

Temer quer conversar com os comandos dos partidos para ter uma noção real do número de votos da base aliada.

Hoje, o presidente sabe que ainda está longe dos 308 votos para aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

Os cálculos de governistas variam de pessimistas 150 a otimistas 275 votos a favor da reforma.

Aliados do governo dizem que o que inviabiliza a reforma previdenciária é a proximidade das eleições de 2018.

Esses governistas alegam que, mesmo com as concessões feitas, quem foi beneficiado não apoia a reforma porque ela continua prejudicial a outros setores.

Defensores da nova Previdência fizeram uma força-tarefa com 16 deputados. Eles estão telefonando desde terça-feira (28) para colegas de seus Estados para contabilizar os votos e as reivindicações de cada um.

Líderes favoráveis à reforma estão reunindo suas bancadas para explicar a última versão da proposta e tentar conquistar apoio.

Mas, mesmo os mais entusiasmados já dizem que não há possibilidade de se votar a PEC no próximo dia 6, como Rodrigo Maia aventou inicialmente.

Para eles, a data mais otimista é na semana do dia 13 de dezembro, às vésperas das férias parlamentares.

O governo ainda analisa as propostas de flexibilização feitas pelo PSDB para tentar conquistar o apoio dos 46 deputados da legenda.

Os tucanos querem que o valor do benefício por incapacidade permanente continue integral, independentemente de o problema ter ocorrido dentro ou fora do ambiente de trabalho.

Também propuseram o acúmulo de pensão e aposentadoria até o teto do INSS, hoje em R$ 5.531.

O partido pede ainda a manutenção da integralidade e da paridade para servidores públicos, desde que o trabalhador pague um pedágio sobre a idade que falta para se aposentar pelas regras atuais.

Aliados do governo esperam que a equipe econômica calcule o impacto financeiro da adoção dessas propostas. (Folhapress)

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