(Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)
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O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira (29) que o PSDB não faz mais parte da base de apoio do governo Michel Temer.

Em evento no Palácio do Planalto, o peemedebista lembrou que o comando nacional do partido já anunciou sua disposição em desembarcar do campo governista.

"O PSDB não está mais na base de sustentação do governo federal. O PSDB já disse que vai sair. Nós vamos fazer de tudo para manter a nossa base de governo e um projeto único de poder para 2018", disse.

Ele ressaltou, contudo, que mesmo que a sigla abra a mão dos cargos na Esplanada dos Ministérios, o presidente poderá manter quadros da legenda como nomes de sua cota pessoal.

"Uma coisa é um ministro que está no governo representando um partido. Outra coisa é o presidente manter alguém como representante de sua cota pessoal", disse.

A expectativa é de que o PSDB deixe o governo federal na semana que vem, antes da convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 09.

O presidente se reunirá no final de semana com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para discutir a melhor maneira de ocorrer o desembarque.

A tendência é que o único ministro da legenda que permaneça no cargo seja Aloysio Nunes Ferreira, de Relações Exteriores.

O ministro ressaltou que, mesmo com o desembarque do PSDB, o Palácio do Planalto espera que o partido vote favoravelmente à reforma previdenciária.

"Por tudo que sei da posição histórica do PSDB, a reforma previdenciária se encaixa plenamente [à ideologia do partido]. Inclusive a proposta original enviada pelo governo federal", disse.

Aliança

Para 2018, o ministro não excluiu um eventual acordo entre PSDB e PMDB, mas ressaltou que o partido só estará alinhado na eleição presidencial com quem defenda o legado de Michel Temer.

"Não estamos excluindo ninguém, mas estamos colocando uma condição", disse. "Se o candidato do PSDB disser que defende o legado do presidente, há a possibilidade de uma aliança", acrescentou.

Segundo ele, a ideia é que seja lançado um candidato que represente a atual base aliada ao governo federal. Nos bastidores, tem ganhado força o nome do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) como uma opção governista.

Perguntado, Padilha disse ainda que o Temer "não tem nenhuma pretensão de disputar a eleição do ano que vem".

Geddel

Na entrevista à imprensa, o peemedebista minimizou a possibilidade de o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Viera Lima, preso na Operação Lava Jato, fazer um acordo de delação premiada.

"Não vejo da parte dele nenhum indicador de fazer uma delação premiada. E o presidente diz que está tranquilo em relação a qualquer delação que venha a ter", disse.

O ministro disse ainda que o presidente poderá apoiar um projeto de emenda constitucional que estabeleça o semipresidencialismo no país.

Nos últimos dias, tem circulado no Congresso Nacional a minuta de uma proposta para implementar novo sistema de governo.

"Ele é defensor [da proposta] e vê com bons olhos. O governo poderá apoiar dependendo de qual for o teor [da minuta]", disse. (Folhapress)

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