A Polícia Federal afirmou em relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) que há suficientes indícios de que Geddel Vieira Lima, seu irmão, Lúcio Vieira Lima, e a mãe dos irmãos, Marluce Vieira Lima, cometeram os crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A afirmação é a conclusão da investigação do bunker de R$ 51 milhões, descoberto pela PF no início do mês de setembro.

Os ex-assessores dos irmãos, Job Ribeiro e Gustavo Ferraz, também são apontados como envolvidos nos crimes.

"[Os envolvidos] estiveram unidos em unidade de desígnios para a prática de crimes de lavagem de dinheiro, seja pelo ocultamento de recursos financeiros em espécie oriundos de atividades ilícitas praticadas contra a Caixa Econômica Federal (corrupção de Geddel), apropriação indevida de recursos da Câmara dos Deputados por desvios de salários de secretários parlamentares, caixa 2 em campanhas eleitorais, possível participação de Lúcio Vieira Lima em ilicitudes relacionadas a medidas legislativas e da participação de Geddel em organização criminosa", conclui o delegado Marlon Cajado.

Em relatório de 36 páginas, no entanto, não há informação da origem do dinheiro.

A PF diz que está convencida de que não se trata de algo "lícito". Ao menos cinco elementos são citados para embasar a conclusão de que a origem é ilícita.

Geddel está preso desde o início de setembro no presídio da Papuda (DF).

A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve apresentar denúncia nos próximos dias. (Folhapress)

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