(Foto: Eduardo Saraiva/ Fotos Públicas)
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Depois de um longo dia de conversas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu na noite de domingo (26) que concorrerá à presidência do PSDB.

Antes de anunciar que disputará o cargo, o tucano espera uma conversa conjunta com os dois postulantes pela presidência: o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Marconi Perillo (GO). O anúncio pode ser feito ainda nesta segunda-feira (27), para quando está previsto um encontro entre os três, em São Paulo.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou das conversas ao longo do domingo (26).

O primeiro sinal positivo veio de Tasso, conforme antecipou o Painel, da Folha de SP.Paulo, com quem o governador paulista conversou na última quinta-feira (23). Ele aguardava um encontro com Perillo para saber se o goiano também abriria mão de disputar o comando do partido, o encontro aconteceu na noite de domingo (26) em São Paulo.

Alckmin quer uma conversa conjunta com os dois para "aparar arestas". Sua candidatura é vista como a única saída para unificação do partido, diante disso, ele quer evitar que essa unidade se dê apenas "da boca para fora".

PARTIDO RACHADO

O PSDB está rachado diante das divergências em torno do apoio do partido ao governo Michel Temer e às medidas defendidas por ele.

A ala liderada por Tasso adota uma postura mais contundente de críticas ao governo e propõe que o partido faça um discurso de "mea culpa", criticando a prática de troca de cargos por apoio político.

Já a candidatura de Perillo foi costurada com o apoio do senador Aécio Neves (MG), licenciado da presidência do PSDB desde que se tornou alvo da delação da JBS, em maio deste ano.

Alckmin considera a postura adotada por Tasso como "radical" e temia que o tom de críticas levasse o PSDB a um "isolamento" em 2018. Atento às movimentações partidárias, o tucano já vislumbra alianças com outras legendas, buscando fortalecer sua candidatura.

Por outro lado, também não agravada 100% o paulista a candidatura do governador goiano.

ELEIÇÕES

Ao se tornar presidente nacional da legenda, Alckmin fortalece sua candidatura ao Palácio do Planalto em 2018, cargo para o qual é favorito entre os tucanos.

A costura para que o partido chegue unificado à convenção, tira do caminho do governador paulista um cenário que poderia levar a um palanque dividido no ano que vem. O racha interno geraria uma perda de apoio de uma das duas alas do PSDB.

A convenção do PSDB está marcada para 9 de dezembro. Na data será definido o comando do partido pelos próximos dois anos, incluindo o período eleitoral.

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