Mesmo repaginada, a reforma da Previdência deve ficar para 2019, ainda que as chances de aprová-la no ano que vem tenham aumentado, disse nesta quinta (23) o economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita.

Com ou sem a reforma da Previdência, alerta o banco, o teto de gastos estabelecido pelo governo pode ser rompido já em 2019. O teto prevê um limite para as despesas que corresponde a inflação do ano anterior (em 12 meses até junho).

O teto não será cumprido porque, para isso, será preciso um corte de despesas de R$ 15 bilhões em 2019, explicou o economista do Itaú, Pedro Schneider. A reforma, no entanto, não vai permitir uma economia desse tamanho tão cedo.

O Itaú prevê, no entanto, que a proposta de reforma da Previdência costurada pelo governo deve ajudar a reduzir o rombo das contas públicas de modo significativo.

Nas contas do banco, a proposta deve ter um efeito positivo sobre o resultado primário (a economia para pagar juros) de 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2025.

Para Schneider, mesmo reduzida, a reforma é boa porque ataca pontos estruturais: a aposentadoria precoce e um benefício de aposentadoria acima de outros países.

Como está sendo apresentada pelo governo, diz o economista, a reforma representa uma economia de 60% sobre a proposta original.

O banco conta com uma proposta que inclua idade mínima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulher), tempo de contribuição de 15 anos (setor privado) e 25 anos (setor público).

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