Foto: José Cruz/ EBC/ /Fotos Públicas
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva de Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Michel Temer.

Em documento encaminhado ao ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), na sexta-feira (17), o vice-procurador-geral Luciano Maia afirmou que uma eventual concessão de liberdade a Geddel "coloca em grave risco a ordem pública e vulnera a garantia da aplicação da lei penal".

Maia ressalta que o ex-ministro é suspeito de ter ocultado quase R$ 52 milhões em um apartamento, que, quando descoberto, "constituiu a maior apreensão de dinheiro vivo da história criminal brasileira".

O procurador destaca informações apresentadas por Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel e de seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). As digitais de Job foram identificadas no dinheiro que estava no imóvel.

No documento, Maia afirma que Job disse à Polícia Federal que destruiu anotações, agendas e documentos a pedido de Geddel, de Lúcio e de Marluce, a mãe deles, enquanto o ex-ministro cumpria prisão domiciliar, entre julho e setembro deste ano, em Salvador.

Os documentos destruídos, de acordo com Job, foram "colocados em sacos de lixo e descartados", e "picotados e colocados na descarga do vaso sanitário".

O procurador destaca que existe a suspeita de que os irmãos tenham cometido o crime de peculato, pois Job disse que devolvia cerca de 80% do salário como assessor parlamentar (R$ 8.000) aos políticos.

Job disse ter sido contratado como assessor parlamentar, mas que prestava serviços pessoais à família, para a qual trabalhou durante 28 anos.

"Tal suposta prática de peculato do patrimônio da União teria perdurado até Job ser sido exonerado da função pública, em 27/10/2017, por efeito desta investigação", escreveu o procurador.

"Ao que tudo indica, portanto, uma relação criminosa de trato sucessivo, levada a efeito também por Geddel, subsistiu à sua prisão domiciliar e à atual prisão preventiva em Brasília/DF –decretada em 17/10/2017", afirmou.

Maia também destaca que o corretor de valores Lúcio Funaro disse que sua mulher foi procurada por Geddel, que queria evitar que ele fizesse acordo de delação premiada com a Lava Jato.

Geddel foi preso em 5 de setembro, após a PF apreender R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

O caso era investigado na primeira instância, mas foi deslocado para o STF depois que surgiram indícios de participação do deputado federal Lúcio Vieira Lima.

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