Estudantes na porta de faculdade em São Paulo / Foto: Dario Oliveira Folhapress
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Duas operações da Polícia Federal relacionadas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizadas neste domingo (12) e no passado (5), resultaram em 59 mandados de busca e apreensão, 42 mandados de conduções coercitivas e cinco prisões.

De acordo com o delegado da PF, Franco Perazzoni, foram duas operações distintas -uma realizada pela delegacia de Juazeiro do Norte (CE), na semana passada, e outra batizada de Passe Livre, conduzida pela delegacia de Pernambuco. "As duas operações têm o mesmo foco, mas não se trata dos mesmos grupos", afirmou o delegado.

A operação da semana passada, que aconteceu nos estados do Ceará, Paraíba e Piauí e que resultou nas cinco prisões, é fruto de uma investigação que começou no ano passado.

A quadrilha investigada, segundo a PF, não frauda apenas o Enem, mas atua também em outros concursos. Foram 28 mandados de busca e apreensão e 11 mandatos de conduções coercitivas.

No caso da operação de deste domingo, batizada de Passe Fácil e que ocorreu em 13 Estados, foram investigadas pessoas suspeitas de fraudarem exames do Enem em anos anteriores.

O esquema envolvia a resolução da prova por especialistas nas áreas de conhecimento, os chamados "pilotos", que posteriormente passavam os gabaritos para os candidatos que os contratavam.

Para evitar fraudes, foram usados um detector de ponto eletrônico a cada cem participantes, a maior quantidade desde que esse recurso começou a ser usado.

Foram 31 mandados de busca e apreensão e outros 31 de condução coercitiva. "Se mais de 30 pessoas têm o mesmo gabarito, sabemos que isso é improvável. Além disso, tem todo um conjunto investigativo que te aponta em certa direção. Uma das pessoas conduzidas confessou que fraudou o Enem de 2015", disse Perazzoni.

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