Foto: Victor Moriyama
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Puxada pelos preço da energia e do gás de botijão, a inflação acelerou em outubro, fechando o mês em 0,42%, ante 0,16% no mês anterior. Foi o maior índice desde agosto de 2016.

No ano, o IPCA acumula alta de 2,21%. Considerando os últimos 12 meses, são 2,7%, informou nesta sexta (10), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ainda assim, o indicador deve fechar o ano abaixo da Banco Central, que é de 4,5%.

Em outubro, o preço da energia subiu 3,21%, diante da adoção da bandeira vermelha nível 2, que acrescenta na conta de luz, R$ 3,5 por cada 100 quilowatt-horas consumidos, para pagar o uso de usinas térmicas.

Já o preço do gás de botijão teve alta de 4,49%, resultado de reajustes promovidos pela Petrobras nas refinarias.

Juntos, os dois respondem por 0,17 pontos percentuais da inflação de outubro. O grupo habitação, que engloba os dois produtos, foi responsável por metade da alta, com impacto de 0,21 pontos percentuais.

De acordo com o IBGE, a inflação desse grupo foi de 1,33% no mês, ante queda de 0,12% no mês anterior.

No ano, a energia elétrica acumula alta de 9,27% e o gás, de 12,98%.

O segundo grupo com maior impacto positivo foi o de transportes, com alta de 0.49% e contribuição de 0,09 pontos percentuais, puxado pela alta das passagens aéreas.

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas Alimentação de Bebidas (-0,05%) e Artigos de residência (-0,39%) tiveram impacto negativo no mês.

No primeiro caso, foi o sexto mês consecutivo de queda, o que só havia ocorrido em em 1997. No acumulado do ano, esse grupo tem queda de 2,02% a maior desde 1994.

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