A Polícia Civil acredita que os dois corpos carbonizados encontrados dentro de carros no Morumbi, na madrugada de quarta (1º) e quinta (2), estão relacionados a acerto de contas do crime organizado na favela de Paraisópolis, localizada a poucos quilômetros do local das ocorrências, na zona oeste de São Paulo.

Em 24 horas, dois corpos foram encontrados pela polícia em carros carbonizados em ruas próximas no bairro do Morumbi. A polícia foi chamada para atender uma ocorrência de veículo em chamas por volta das 4h desta quinta (2) na rua Leonor Quadros, próximo à avenida Morumbi. O Corpo de Bombeiros foi chamado e os militares encontraram um corpo no porta-malas.

No dia anterior, quase no mesmo horário, às 4h40, a PM recebeu chamado de disparos de arma de fogo na rua Ribeiro Lisboa, a menos de um quilômetro de distância. O corpo de um homem foi encontrado no porta-malas de um carro queimado com as mãos algemadas.

O veículo Renault Logan branco da primeira ocorrência não tinha registro de roubo e a placa coincidia com o número do chassi, indício de que não foi clonado. O segundo carro, um Hyundai I30 preto, havia sido roubado poucos dias antes da ocorrência.

Imagens de câmeras de segurança mostram homens em motos e o carro chegando ao local. Eles descem das motos, abrem o porta-malas e atiram. Depois, colocam fogo no veículo e fogem. As vítimas e os suspeitos ainda não foram identificados ou localizados em nenhum dos dois casos.

Segundo a reportagem apurou, a escolha dos locais, na visão dos investigadores, está relacionada à proximidade com a favela e também ao fato de as ruas abrigaram casas vazias que estão à venda, o que garante menor circulação de moradores. Em junho, a polícia registrou caso semelhante em outra rua próxima. Um corpo carbonizado foi achado em um carro incendiado na rua Colégio Pio 12.

A Polícia Civil acredita que a escolha das ruas do bairro nobre para realizar as execuções, e não dentro da favela, está relacionada à intenção do crime organizado em chamar atenção e dar uma espécie de aviso.

O caso foi para o 89º DP (Portal do Morumbi) e depois foi transferido ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que está investigando as duas execuções.

Os corpos foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) para exames. De acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública, nenhum familiar ou amigo das duas vítimas apareceu para reconhecê-las. (Folhapress)

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