Mais de quatro horas depois da hora marcada para a abertura da sessão, a base de apoio a Michel Temer ainda nem chegou perto de reunir o quorum necessário para início da votação da segunda denúncia contra o presidente da República.

Só 258 deputados registraram presença em plenário até às 12h20. É preciso ao menos 342.

A oposição está esvaziando a sessão com o objetivo de adiar a votação e deixar Temer mais algumas semanas sob desgaste.

Mas vários parlamentares do governo também estão aderindo a esse movimento, o que preocupa aliados de Temer.

"Eu não sou oposição, mas o governo diz que vai tratar como oposição quem votar a favor da denúncia. Então o governo que chame a sua base para dar presença porque eu não vou registrar", diz o deputado Marcos Rogério (DEM-RO). "Assim como eu, vários estão fazendo isso."

O deputado se refere à ameaça do Palácio do Planalto de tratar como oposição todos aqueles que apoiarem a acusação do Ministério Público.

Tucanos

Deputados da ala independente do PSDB estão ajudando a oposição a esvaziar o plenário da Câmara.

O líder da bancada, Ricardo Trípoli (SP), é um dos que não apareceram até o meio-dia desta quarta (25).

O deputado Jutahy Junior (BA) chegou a entrar no plenário, mas não marcou presença no painel.

Ele já deixou o Congresso e disse que decidirá o que fazer até as 16h.

"Se eu achar que o adiamento da votação pode ajudar a tirar o Temer, não vou marcar presença. Mas também não quero ajudar chantagista a arrancar mais dinheiro do governo", disse.

A estratégia não é unânime entre os tucanos que votaram a favor da primeira denúncia contra Temer.

Deputados como Sílvio Torres (SP), Mariana Carvalho (RO) e Otavio Leite (RJ) prometem votar contra o presidente, mas já marcaram presença. (Folhapress)

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