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O Ministério Público de Minas Gerais instaurou na sexta-feira inquéritos para investigar os fatos relacionados ao ataque incendiário que matou sete crianças e uma professora no centro de educação infantil Gente Inocente, em Janaúba (MG), a 554 km de Belo Horizonte.

A tragédia foi provocada pelo vigia Damião Soares dos Santos, 50, que ateou fogo em si mesmo e nos alunos.

Um dos inquéritos tem o objetivo de garantir a assistência material e psicológica para as vítimas do ataque e suas famílias. Foi feito contato com a Cruz Vermelha com o objetivo de estruturar uma missão para prestar assistência médica e psicológica e proporcionar a recuperação física e emocional das pessoas afetadas.

Também foi instaurado um inquérito para fiscalizar a destinação dos recursos doados na conta bancária aberta após a tragédia. O objetivo é garantir que os valores sejam usados unicamente para amparar as vítimas. Segundo o Ministério Público, o fluxo de recursos será avaliado semanalmente e haverá uma prestação de contas detalhada todo mês.

Um terceiro inquérito vai apurar se o vigia era portador de alguma doença ou transtorno mental que o tornasse não recomendado para o exercício da função na creche. Também será investigado se ocorreu alguma falha por parte do poder público municipal em relação à avaliação e tratamento de disfunção de consciência que havia sido apontado em Damião.

Segundo o Ministério Público, Damião compareceu à Promotoria de Justiça de Janaúba em junho de 2014 porque suspeitava que sua mãe colocava substâncias tóxicas em sua comida. Por causa disso, foi realizado um estudo social pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social. O estudo mostrou que o núcleo familiar era regular, mas o vigia apresentava disfunção de consciência.

Também serão investigadas as condições do prédio onde a creche funcionava. Serão analisados a segurança estrutural, plano de fuga e estratégia de combate a incêndios.

Além disso, a Coordenadoria da Infância do Norte de Minas instaurou procedimento para fazer um levantamento cadastral para apurar os danos e as necessidades das vítimas.

Outra providência anunciada para os próximas dias é uma reunião com a comunidade escolar e o poder público com o objetivo de construir um plano de ação para a reinserção escolar dos alunos e dos profissionais que foram vítimas da tragédia.

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