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A polícia do Rio tenta pelo segundo dia consecutivo encontrar traficantes do grupo de Rogério Avelino, o chamado Rogério 157, chefe do tráfico na Rocinha, na zona sul, em outras favelas da cidade.

Nesta quinta-feira (28), policiais militares invadiram duas favelas Parque União e Nova Holanda, na zona norte, para checar informações sobre a suspeita de que Rogério 157 e parte de seu grupo estariam nas favelas, que são dominadas pela facção Comando Vermelho.

Rogério era da rival ADA (Amigos dos Amigos), mas um atrito com o Antônio Bonfim Lopes, o Nem, gerou um racha dentro da facção. Homens a mando de Nem, que era o antigo chefe da Rocinha e que queria que 157 devolvesse o controle das bocas de fumo da favela, tentaram sem sucesso retomar o comando.

Desde a semana passada, quando a polícia tomou o controle da favela com o apoio das Forças Armadas, havia a suspeita que o grupo de Nem havia fugido e que Rogério 157 e seu bando estariam refugiados na mata do alto da comunidade.

Prevendo oportunidade para retomar o controle da Rocinha perdido há mais de uma década, o CV ofereceu refúgio ao bando de 157.

Vídeos circulam pelas redes sociais em que bandidos comemoram a adesão de Rogério 157 ao CV. Dessa forma, o CV, que é a maior facção do Estado do Rio, retomaria o poder sobre as bocas de fumo que estão entre as mais rentáveis da capital.

As investigações mostram que bandidos podem ter fugido pela mata em direção à Tijuca, zona norte, para favelas dominadas pelos rivais de Nem.

Nesta quinta, a polícia prendeu um homem e apreendeu grande quantidade de armas e drogas nas operações na Nova Holanda e Parque União. Não há informações ainda se o suspeito fazia parte da quadrilha de 157.

Na quarta (27), operação no Complexo do Alemão, Penha, zona norte, terminou sem prisões.

Rogério 157 teve pedido de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio. Ele já era procurado por outros crimes e permanece foragido. (Folhapress)

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