Agentes da Força Armada são enviados para Rio de Janeiro. (Foto: José Lucena/Futura Press/Folhapress)
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O presidente Michel Temer autorizou o envio de 950 homens das Forças Armadas para participar de operação na favela da Rocinha, que registrou confrontos e ataques nesta sexta-feira (22).

Segundo o Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o contingente já está no Rio de Janeiro e deverá chegar por volta das 15h30 na comunidade fluminense.

O reforço terá a função de fazer um cerco na favela para liberar os destacamentos da Polícia Militar a subirem na comunidade.

"Foi autorizada a operação das Forças Armadas para que seja feito um cerco na Rocinha, liberando o policiamento para que ele possa subir e continue com o enfrentamento com os criminosos", disse.

Na entrevista à imprensa, o ministro havia disso que seriam 700 homens, mas a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa afirmou posteriormente que o número real é de 950.

De acordo com o ministro, há um contingente de 10 mil homens disponíveis no Rio de Janeiro, que poderão ser acionados caso o governo estadual faça uma nova solicitação à administração federal.

O envio de um reforço foi solicitado nesta sexta-feira (22) pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Além da Rocinha, houve relatos de tiroteios no Dona Marta, na zona sul, e no Complexo do Alemão, na zona norte.

Questionado se o anúncio foi tardio, o ministro disse que as Forças Armadas não substituem a Polícia Militar, que fazem a segurança pública e têm informações operacionais.

"Nós atuamos por demanda e não houve demanda [anterior], porque os órgãos de segurança estavam realizando operações que eles achavam e entendiam que não havia necessidade", disse.

Ele reconheceu que o problema no Rio de Janeiro é estrutural, mas que, neste momento, é necessário combater o quadro considerado urgente.

"Há um doente com fraturas múltiplas e uma hemorragia interna. E ele tem também cirrose. Do que vamos cuidar primeiro? A cirrose é estrutural e a hemorragia é a urgência. Nós estamos trabalhando evidentemente sobre a urgência", disse.

O ministro fez o anúncio após reunião com o presidente, no Palácio do Planalto. Em entrevista à imprensa, ele negou, apesar da situação no Rio de Janeiro, que o plano nacional de segurança tenha fracassado.

Segundo ele, nas varreduras realizadas nos presídios brasileiros, foi constatado que um em cada três detentos possuem armas.

"Boa parte do nosso sistema prisional é uma peneira, mas esses sistemas não são de responsabilidade do governo federal. As atribuições competem aos governos estaduais", disse.

Ele também voltou a defender a necessidade de aprovação de um projeto de lei para que visitas de advogados e familiares a chefes de facções criminosas, nos presídios brasileiros, sejam monitoradas e gravadas.

Segundo ele, contudo, a iniciativa tem enfrentado resistência de advogados criminalistas no país.

O ministro relatou que, em audiência nesta sexta-feira (22), com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ela propôs a inserção de parlatórios dentro das penitenciárias brasileiras.

"Eu espero levar esse tema ao presidente da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] para que nos ajude a dar resposta a essa situação", disse. (Folhapress)

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