A favela da Rocinha, na zona sul do Rio, amanheceu neste domingo (17) sob intenso tiroteio, provocado por uma guerra entre traficantes da mesma facção.

Moradores relatam que há corpos dentro da comunidade, mas ainda não há informações oficiais sobre vítimas.

A assessoria de imprensa da UPP diz que os policiais socorreram um homem baleado, que foi transferido à UPA local, e tiveram relatos de outro caso, mas não conseguiram localizar o corpo.

Os tiros começaram na madrugada e levaram a polícia a pedir à população para evitar a região, que fica no trajeto entre a zona sul e a Barra da Tijuca, onde está sendo realizado o Rock in Rio.

O Metrô Rio chegou a fechar duas entradas da estação São Conrado, que fica em frente à favela.

No início da manhã, os criminosos atacaram uma unidade da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Via Ápia, um dos principais acessos à comunidade.

A Rocinha é controlada por traficantes da facção ADA (Amigos dos Amigos), que estariam brigando entre si pelo comando da venda de drogas.

Nas redes sociais, moradores relatam momentos de tensão e dizem que estão com medo de se locomover pela favela. Um vídeo mostra um corpo, supostamente de um traficante, carbonizado no meio da rua.

No fim de agosto, o governo do Rio decidiu reduzir em 30% o efetivo das UPPs, movimento que foi considerado como um recuo no programa implantado em 2008 para tentar retomar áreas dominadas pelo tráfico de drogas.

Na sexta, uma outra guerra de facções deixou pelo menos cinco mortos no morro do Juramento, na zona Norte. Um dos mortos foi Bruno Alberto Botleho Jaccoud, 30, conhecido como Palmito, que era apontado como chefe do tráfico na comunidade.

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