Ex-presidente Lula. (Foto: Instituto Lula)
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O ato para receber o ex-presidente Lula em seu segundo depoimento ao juiz Sergio Moro, em Curitiba, nesta quarta (13), será menor que o primeiro -mas os organizadores, ainda assim, temem hostilidade.

Em maio, pelo menos 5.000 manifestantes participaram dos atos pró-Lula, segundo a PM. A organização estimou 50 mil pessoas. Grupos a favor e contra o petista não chegaram a se encontrar, mas havia entre alguns militantes a expectativa até de que o ex-presidente fosse preso durante o depoimento.

Desta vez, a tensão entre os dirigentes petistas é bem menor. Lula fez questão de ir pessoalmente ao depoimento a Moro, e não se fala em risco de prisão.

A prioridade no partido é dar visibilidade às caravanas do pré-candidato, como a ocorrida no Nordeste no mês passado.

"É outra conjuntura, outro momento político", disse o presidente do PT Paraná, Dr. Rosinha. "Está claro que há uma perseguição ao governo Lula. Não podemos nos mover na lógica dessa repetição."

O PT reservou uma praça menor para o ato com Lula após o depoimento, a Generoso Marques, encravada em meio a prédios históricos do centro.

O partido estima que 2.500 pessoas compareçam ao ato, a maioria do interior do Paraná. Atos culturais e debates sobre o governo de Michel Temer (PMDB) estão na programação.

Hostilidade

Mesmo com um evento menor e depoimento sob esquema de segurança da Polícia Militar, dirigentes reconhecem o risco de atos de hostilidade.

Outdoors foram espalhados por Curitiba em apoio à Operação Lava Jato, em especial no trajeto do aeroporto ao centro, com frases como "A República de Curitiba te espera de grades abertas".

Assim como no primeiro depoimento, organizações como o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Curitiba contra a Corrupção programam atos em apoio à operação, mas em locais distintos da manifestação petista.

Por motivos de segurança, nem a data de chegada de Lula ou o local onde se hospedaria foram divulgados. Tampouco se confirmou se o ex-presidente chega de carro ou de avião.

"É uma questão de segurança do presidente", afirmou Rosinha.

Uma das principais preocupações da segurança de Lula é com o ato na praça Generoso Marques. O petista discursará em um caminhão de som, que deve ser posicionado em frente a um prédio de 18 andares.

Há a preocupação de que algum objeto possa atingir o petista, em caso de protesto.

Em 2010, a então presidente Dilma Rousseff foi atingida por bexigas d'água a uma quadra dali, enquanto fazia uma carreata em sua campanha à reeleição.

Segundo Rosinha, a orientação aos manifestantes é "não aceitar provocação", tampouco incitar algum tipo de rivalidade ou acenar com gestos agressivos.

"Não aceitaremos provocadores. Se tiver, a gente vai pedir que se retirem", afirmou o presidente do PT no Paraná.

O ato deve ser acompanhado pela Polícia Militar. (Folhapress)

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