mapa da violencia arma

Um policial militar foi baleado e morreu, na madrugada desta quinta-feira (7), após reagir a um assalto, em Parada de Lucas, na zona norte do Rio.

O cabo Júlio César Silva Oliveira, 36, se tornou o 102° PM morto em 2017.

Ele era lotado no batalhão de Olaria, mas estava emprestado para a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da favela da Chatuba, no Complexo da Penha, na zona norte.

Oliveira estava de carro, voltando do trabalho, quando foi assaltado. Trocou tiros com os criminosos, que cercaram o veículo e atiraram contra ele. Ele foi baleado na nuca e nas costas.

O carro e a arma do policial foram levados pelos criminosos.

Foi socorrido por policiais do seu batalhão, mas não resistiu aos ferimentos e já chegou morto ao hospital.

O cabo era casado e deixa dois filhos. Estava na corporação desde 2009.

Com a política de segurança em crise, o Rio perdeu um policial militar a cada dois dias, aproximadamente, em 2017. Para efeito de comparação, o Estado de São Paulo registrou 22 policiais militares mortos de folga ou em serviço no primeiro semestre deste ano, sendo que a PM paulista tem quase o dobro do efetivo do Rio -87 mil agentes, ante 45 mil- e mais que o dobro da população -45 milhões de habitantes, contra 17 milhões.

Ao mesmo tempo, as mortes provocadas por policias aumentaram 45% neste ano no Rio. Foram 551 mortes por policiais no primeiro semestre de 2017, ante 400 no mesmo período do ano passado.

De modo geral, o número de mortes violentas no primeiro semestre deste ano (3.457) cresceu 15% em relação ao mesmo período de 2016. Foi o pior primeiro semestre desde 2009 (3.893).

Assim como o agente Oliveira, a maior parte dos PMs morreu em folga. Especialistas apontam uma série de hipóteses para isso.

A série da estatística policial, iniciada em 1994, mostra que o problema da vitimização policial é antigo. No entanto, agora, todos os fatores que levam à morte de policiais foram exacerbados com a crise econômica que deixa um rombo de R$ 21 bilhões nos cofres fluminenses e uma série de servidores e pensionistas com vencimentos atrasados.

No Estado, homicídios e roubos em geral estão em alta. PMs são vítimas frequentes de assalto e, por andarem armados, são mortos ao reagirem ou serem identificados.

Muitos PMs costumam fazer os chamados bicos, trabalhando principalmente como seguranças privados, para complementar suas rendas.

O Regime Adicional de Serviço, que permite que policiais militares e civis trabalhem na folga para as próprias polícias, complementando a falta de efetivo, não é pago desde setembro do ano passado. Policiais também não receberam o 13º salário.

Alguns são assassinados por vingança ou por representarem uma ameaça a criminosos nos lugares onde vivem. Também há aqueles que atuam no crime e morrem em decorrência de conflitos, em acertos de conta. (Folhapress)

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