gilberto kassab

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse nesta quinta (31) que o governo ainda não decidiu qual modelo de negócios será adotado em uma possível reestruturação da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Privatização, abertura de capital ou manutenção do modelo atual são algumas das medidas que estão sendo estudadas. Apesar de ainda não haver uma decisão, Kassab defendeu alterações, que ele chamou de "avanços". As informações são da Agência Brasil.

"Defendo avanços. É importante para que a empresa seja cada vez mais eficiente, mas também defendo que os Correios tenham um tratamento diferenciado. É uma das empresas mais estimadas pelos brasileiros, mais querida, com serviços prestados ao longo da história do Brasil, e, portanto, qualquer alteração, se acontecer, vai ser feita com muito cuidado", destacou.

O ministro explicou que a avaliação de um novo modelo de administração é necessária devido às mudanças no setor, pois a situação de monopólio não responde mais ao momento atual, dado que a empresa também atua em áreas em que enfrenta concorrência.

A discussão sobre o modelo dos Correios ganhou força no ano passado, quando foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos da estatal.

Kassab não antecipou prazos para a conclusão dos estudos sobre possíveis novos modelos de negócios. Enquanto não há uma proposta definitiva do governo e da sociedade sobre o tema, o ministro disse que os Correios trabalham em busca de eficiência administrativa, o que deve provocar resultados já neste ano, com a redução do deficit de R$ 2 bilhões acumulado, em 2016, pela instituição.

OMC

Gilberto Kassab disse -ao comentar a decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio) de condenar o Brasil por políticas de subsídio adotadas em programas nos setores de automóveis, telecomunicações e informática- que "está preparado para qualquer aperfeiçoamento que seja necessário fazer nas políticas públicas de incentivo, para que possamos, qualquer que seja a decisão da OMC, estarmos perfeitamente integrados e respeitando as suas decisões". (Folhapress)

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