doria e alckmin

Em entrevista a rádios no Nordeste, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que está "animado" para ser candidato à Presidência, mas que não quer "antecipar" a campanha.

Questionado pelo âncora da CBN de Pernambuco se não deveria ir mais ao Nordeste como tem feito o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), Alckmin negou.

"Não sou favorável a antecipar muito a questão sucessória, porque encurta o governo e hoje a situação é muito grave. Precisamos é ajudar o Brasil a recuperar emprego e renda", disse.

Dando o tom que uma eventual campanha sua deverá ter, o governador paulista afirmou que "o Brasil precisa realmente parar com essa divisão de eles contra nós, ou nós contra eles, e procurar um mínimo de união nacional".

Indagado sobre Doria diversas vezes, Alckmin não citou o nome do prefeito, cuja entrada na política ele apadrinhou. Doria tem viajado o país. Suas movimentações de visibilidade nacional incomodam aliados de Alckmin.

O governador defendeu o "polêmico" programa de TV do PSDB, em que o partido chamou o sistema político brasileiro de "presidencialismo de cooptação".

"A autocrítica que foi feita é um ato de humildade. Quem está hoje satisfeito com a política brasileira? Ninguém. Agora, a primeira coisa para você corrigir, melhorar, reformar é reconhecer que as coisas não estão bem. Se achar que está tudo bem, não vai trabalhar para mudar", afirmou.

À rádio Arapuan, de João Pessoa (PB), Alckmin se disse totalmente favorável à transposição do rio São Francisco, por onde o ex-presidente Lula passa. E tratou das bombas de água cuja cessão a Estados do Nordeste o governo paulista renovou.

Voltou a criticar a polarização no país e disse que está "animado" em disputar a Presidência. Comparou a campanha de 2018 à de 2006, quando perdeu para Lula.

"Era reeleição, era muito favorável a quem ocupa o cargo e naquele tempo o PT, o próprio Lula eram muito mais fortes. Estou muito mais preparado", afirmou. (Folhapress)

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