Eduardo Azeredo (PSDB). (Foto: EBC)
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FREDERICO VASCONCELOS - SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgará nesta terça-feira (22) recurso em que o Ministério Público estadual requer o aumento da pena aplicada ao ex-governador e ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB) no chamado mensalão mineiro -ou mensalão tucano.

A 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte condenou o ex-governador a 20 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
Haverá sustentação oral pelo MP e pela defesa do réu. A defesa pede a absolvição do ex-governador sob alegação de inexistência de prova suficiente à condenação. O relator do processo é o desembargador Alexandre Victor de Carvalho.

Segundo informa o MP, de acordo com as provas coletadas, o ex-governador foi o principal beneficiário de um esquema de desvio de recursos do governo mineiro, operado pelo empresário Marcos Valério de Souza, para financiar a campanha à reeleição do ex-chefe do Executivo, em 1998.

Conforme a denúncia, Azeredo determinou que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) repassassem valores superfaturados em supostas cotas de patrocínio de eventos esportivos.

A peça de acusação registra que foram desviados R$ 1,5 milhão de cada uma das empresas, em recursos públicos, para supostamente arcar com custos do "Enduro Internacional da Independência".

Ainda segundo a acusação, recursos públicos desviados da Copasa, da Comig e do Grupo Bemge foram direcionados às empresas do publicitário Marcos Valério e de seus sócios, utilizados posteriormente para quitar empréstimos bancários fictícios tomados por elas. (Folhapress)

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