A Justiça do Rio aceitou denúncia contra dois policiais militares pela morte da menina Maria Eduarda, baleada no fim de março dentro de uma escola pública, em Acari, na zona norte da cidade.

Maria Eduarda, 14, participava de uma aula de educação física no pátio da escola quando foi baleada e morreu no local.

A região da escola é marcada pela violência. PMs e bandidos trocavam tiros no momento em que a estudante foi atingida.

Segundo informações da época, os policiais apuravam a suspeita de um roubo, quando foram recebidos a tiros em local próximo ao colégio.

A perícia apontou que o tiro que atingiu a jovem teria partido da arma da polícia. O Ministério Público considerou que os policiais assumiram o risco de matar quando dispararam na direção da escola.

O Ministério Público denunciou o cabo Fábio de Barros Dias e o sargento David Gomes Centeno, do 41º Batalhão da PM, por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

No entendimento da Justiça, embora os policiais não tivessem a intenção de matar, correram o risco de atingir alguém sem relação com o conflito.

Os policiais, que agora são réus, também responderão pela execução de dois suspeitos. Um vídeo captou o momento em que os policiais disparam contra dois homens caídos, supostamente traficantes. A execução ocorreu próximo ao muro da escola.

Os policiais não tiveram pedido de prisão expedido e têm dez dias para apresentar sua defesa.

EDUCAÇÃO AFETADA

Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que em 100 dias letivos deste ano, em 93 as aulas na rede municipal do Rio acabaram interrompidas em pelo menos uma escola, segundo a Secretaria de Educação, em razão de casos de violência. São episódios em que algum colégio não abriu ou suspendeu as atividades no meio.

Ao todo, 381 escolas (25% da rede municipal) ficaram sem aulas em algum dia do ano devido a tiroteios que ocorriam por perto. O resultado: 129 mil crianças afetadas. (folhapress)

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