vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

ronaldo caiado daniel vilela iris rezendeSe faltava uma mensagem clara e cristalina ao senador Ronaldo Caiado (DEM) sobre os riscos de sua estratégia de tentar emparedar publicamente a pré-candidatura do peemedebista Daniel Vilela, eis que ela chega por meio de dois nomes representativos do PMDB.

Está na coluna Giro desta quinta em O Popular:

Aos caiadistas

Do deputado federal Pedro Chaves (PMDB), sobre a mobilização de deputados e prefeitos no partido por prévias de março: “Quem defende candidato de fora possivelmente tem olhado apenas para seus projetos pessoais.”

Quase unânime

Do deputado estadual Wagner Siqueira (PMDB): “Ouvimos mais de 150 municípios nos 11 encontros do partido até agora e a pré-candidatura de Daniel Vilela ao governo é praticamente unânime.”

Isso – resposta direta de dois deputados – quer dizer que a proposta de prévia na oposição apresentada por um peemedebista anônimo ontem no próprio Giro foi entendida como manobra de Caiado.

Tropa de choque (com cara e coragem) de um rebatendo tropa de choque (anônima) de outro dá a medida da dificuldade do senador em obter a simples adesão do PMDB à sua causa.

Recado: não haverá tomada do partido; talvez conquista, o que está longe de acontecer.

Quer dizer também que a esperteza – como está subtendido pela reação – se voltou contra. A proposta de prévia não colou. Ficou mais distante. Pelo menos por enquanto, é assunto sem lastro.

Elementar constatação, como anotado aqui no blog em textos anteriores:

- Caiado, na toada que vai, está afastando cada dia mais o PMDB de sua pré-candidatura e fortalecendo o projeto de Daniel no partido dele, o que significa dizer que Daniel está vencendo a primeira eleição, a mais importante neste momento: dentro do PMDB, para que o partido não ceda a cabeça de chapa a Caiado e o abrace como candidato a governador;

- como o senador já disse que, sem o PMDB, não será candidato, Daniel pode estar, em contrapartida à sua reação, perdendo Caiado, que tem como alternativa fazer movimentos diversos, como cruzar os braços ou lançar-se sozinho;

- a busca da unidade na oposição permanece como um discurso, não como prática.

Em outras palavras:

1 - Caiado, na ansiedade para ser definido logo como candidato a governador da oposição, está dando palanque para Daniel Vilela, que controla o maior partido do Estado, se firmar como o nome do PMDB para 2018;

2 - ambos, Caiado e Daniel, estão dando palanque aos governistas, que apostam na desunião das oposições para consolidar a união de sua base e tentar conquistar mais uma vitória. Porque apontar eventual conspiração de governistas para dinamitar a união oposicionista é culpar o sofá pela traição em casa; é escolher a desculpa fácil (responsabilizar o adversário) para erros pessoais, de estratégia.

 

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