vassil 2017

Colunista

Vassil Oliveira

 

michel temer raquel dodge foto marcos correaprA expectativa em torno de Raquel Dodge, a nova Procuradora Geral da República, é o reflexo de um país que busca uma saída para o caos.

Os que querem o fim da Lava Jato – ou porque discordam dela, ou porque acreditam que já deu o que tinha que dar –, depositam na nova procuradora a esperança de nova pauta. Tudo novo, para que se mantenha intacta a velha ordem.

Os que querem que a Lava Jato siga seu curso implacável, desde já imputam a ela o ônus do fim da caça à corrupção, ainda que a corrupção seja um detalhe em meio a questionamentos que vão de seletividade a falta de rumo.

Só o tempo dirá a que veio a goiana Raquel Dodge. Enquanto isso, a dúvida sobre suas ações já funcionará como motor de promoção de mais instabilidade.

Como está, fica Michel Temer. Ele segue a lógica de um País que se compraz em pregar uma coisa e fazer outra. A mesma lógica que pode fazer com que a procuradora, lá na frente, seja louvada por uma coisa ainda que todos quisessem verdadeiramente outra.

O bem e o mal, no Brasil de agora, são o que são: ilusão de ótica. O coração tem alusões que a própria imaginação reconhece.

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